Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Previ e BNDES vetam proposta de minoritário na Tupy

Previ e BNDESPar vetam proposta de minoritário que exigia elegibilidade para administradores da Tupy; gestora critica captura política e instabilidade na governança

Previ e BNDES vetam proposta de minoritário na Tupy
0:00
Carregando...
0:00
  • Em assembleia realizada na sexta-feira de Carnaval, Previ e BNDESPar votaram contra a proposta da gestora Charles River de adotar requisitos mínimos de elegibilidade para administradores da Tupy.
  • A Charles River, que detém 6,7% da empresa, propunha vetos a conselheiros com vínculos políticos e exigência de experiência executiva para diretores.
  • Após o resultado, a gestora registrou protesto na ata, acusando “captura recorrente” de órgãos de governança por interesses políticos indicados pela Previ e pela BNDESPar.
  • BNDESPar tem 30,7% da Tupy e a Previ, 27%; não há acordo de acionistas desde 2023, e a independência dos conselheiros indicados por esses acionistas foi questionada pela Charles River.
  • A Previ afirmou que as alterações propostas estão em linha com boas práticas de governance, mas pediu avaliação de impactos jurídicos e operacionais antes de deliberação; a Tupy vale 1,77 bilhão de reais e as ações caíram 42% em doze meses.

Em assembleia realizada na sexta-feira de Carnaval, com votos decisivos de Previ e BNDESPar, os acionistas da Tupy rejeitaram a proposta da gestora Charles River de adotar em estatuto requisitos mínimos de elegibilidade para administradores.

A Charles River detém 6,7% da Tupy e apresentou a convocação da assembleia em dezembro, após a indicado BNDESPar sugerir no conselho o ministro José Múcio, eleito na mesma sessão. Em 2023, outros três ministros de Estado ingressaram na governança da empresa.

Entre os pontos levantados pela gestora estavam o veto a conselheiros com vinculações políticas e, para a diretoria, experiência executiva comprovada em liderança. A medida foi rejeitada pelos acionistas majoritários.

Na ata, a Charles River registrou protesto sobre o que chamou de captura de instâncias técnicas por interesses alheios ao interesse social, citando ações de Previ e BNDESPar. A gestora afirmou que esse padrão gera instabilidade institucional e prejudica a governança da Tupy.

Para a operadora, há risco de abuso de poder de controle por parte dos acionistas relevantes, com impacto na credibilidade da empresa e na criação de valor aos acionistas. A BNDESPar possui 30,7% e a Previ, 27%, sem acordo de acionistas desde 2023.

A Previ também se manifestou, destacando que as alterações propostas estariam alinhadas às melhores práticas de governança, desde que haja avaliação do conselho sobre compatibilidade com o modelo de governança da companhia.

A Previ pediu ainda análise de impactos jurídicos e operacionais, bem como verificação de aderência da proposta ao equilíbrio entre os órgãos da administração. Apenas após esse estudo, a entidade sugeriu nova deliberação pelos acionistas.

A Tupy está avaliada em cerca de R$ 1,77 bilhão na Bolsa, e as ações acumulam queda de aproximadamente 42% no último ano.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais