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Moradores de vila em São Sebastião vivem com medo após chuva que matou 52

Três anos após o temporal, Vila Sahy convive com risco de deslizamento, regularização fundiária e obras de contenção, enquanto aluguel mais baixo atrai moradores

Moradores se dizem mais seguros com as obras de contenção e voltaram a viver no local do deslizamento que deixou 52 mortos na Vila Sahy, em São Sebastião.
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  • Três anos após o temporal de 2023, a Vila Sahy, em São Sebastião, continua com famílias morando em área de alto risco, onde houve cinquenta e duas mortes.
  • A prefeitura informa que imóveis em área de risco estão em regularização fundiária; cadastro de cerca de setecentos imóveis começou em dezembro, e há monitoramento meteorológico e de campo.
  • O governo do estado entregou duas centenas e quatro unidades, totalizando setenta e quatrocentas moradias nos empreendimentos Baleia Verde e Maresias, destinadas às famílias atingidas, com mais duzentas e cinquenta e seis unidades em construção em Topolândia.
  • Moradores dizem que o aluguel no alto da encosta é mais barato, em torno de R$ 600, enquanto na região de baixo pode chegar a R$ 1,5 mil; muitos aguardam benefícios ou valorizam vínculos com a região.
  • O IPT aponta que a Vila Sahy é zona de alto risco, com oitocentos e cinquenta e três pontos de deslizamento na região, reforçando o dilema entre reassentamento e permanência devido a custos, empregos e laços afetivos.

A vila Sahy, em São Sebastião, segue marcada pelo temporal de 2023, que deixou 52 mortes na região. Três anos depois, moradores convivem com cicatrizes geológicas e emocionais, em área de alto risco de deslizamento.

A prefeitura afirma que imóveis em áreas de risco alto passam por regularização fundiária, com cadastros iniciados em dezembro. Também cita obras de contenção de enchentes e monitoramento de pontos de risco.

Segundo o IPT, a Vila Sahy consta como área sensível, com 853 pontos de deslizamento na região. Em toda a cidade, há mais de 21 mil imóveis em zonas perigosas.

Moradores e riscos

A regularização é tema contínuo, enquanto famílias seguem residindo muito próximo aos morros. Alarmes de chuva provocam apreensão entre os moradores, que relatam trajetória de vida ligada ao local.

Alguns relatos destacam o peso emocional e o apego ao bairro, onde muitos vieram buscar trabalho perto de hotéis e comércios da Praia Barra do Sahy.

Moradias e reassentamento

O governo do Estado informou a entrega de 704 moradias definitivas em Baleia Verde e Maresias, para famílias atingidas. Há ainda 256 unidades em Topolândia em andamento, com recursos previstos.

A prefeitura aponta atendimento a 638 famílias por meio de programas habitacionais, com foco em assistência social e aluguel social. A poeira de soluções envolve troca de moradia e continuidade de renda.

Ações de contenção e repercussões

Obras de contenção com barreiras de rocha foram executadas para reduzir riscos, especialmente em Juquehy, Morro do Esquimó e Vila Sahy. Moradores relatam sensação de maior segurança após os trabalhos.

Organizações técnicas destacam a necessidade de evacuação planejada e treinamentos para ampliar a eficácia em casos de desastre, com envolvimento comunitário.

Visão institucional e perspectivas

O município defende a abordagem de regularização como resposta a ocupação histórica de núcleo urbano informal. O IPT, no entanto, enfatiza que a remoção de pessoas em situação de risco é a medida mais eficaz.

A prefeitura reiterou compromissos com políticas públicas de assistência social, qualificação e geração de renda, visando reduzir vulnerabilidades sem reduzir a assistência às famílias reassentadas.

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