- O PIB dos EUA cresceu a taxa anualizada de 1,4% no quarto trimestre de 2025, abaixo da previsão de 3,0% dos economistas.
- O shutdown do governo no ano anterior pesou na atividade, com o Escritório de Orçamento do Congresso estimando redução de 1,5 ponto percentual no PIB do trimestre.
- A menor intensidade dos gastos públicos, a queda de gastos com bens e serviços federais e os benefícios temporários do Programa de Assistência Nutricional Suplementar contribuíram para o resultado.
- O relatório também indicou uma economia em forma de “K”, com ganhos maiores para famílias de renda alta e dificuldades para quem tem renda mais baixa.
- O desemprego criou apenas 181.000 vagas no ano anterior, o menor nível desde a pandemia além do impacto da inflação e da estagnação salarial.
O PIB dos Estados Unidos cresceu 1,4% na taxa anualizada no quarto trimestre de 2025, segundo a estimativa prévia do Bureau de Análises Econômicas. A divulgação ocorreu nesta sexta-feira, em meio a efeitos da paralisação do governo no ano passado e a contenção dos gastos das famílias.
A leitura ficou aquém das expectativas de economistas consultados pela Reuters, que projetavam alta de 3,0%. O resultado também veio após dados que mostraram um aumento no déficit comercial em dezembro, o que pesou sobre o desempenho.
O Escritório de Orçamento do Congresso estimou que a paralisação reduziu em 1,5 ponto percentual o PIB do quarto trimestre. O terceiro trimestre teve alta de 4,4%.
Impacto do Shutdown e consumo
A agência aponta que a menor atividade federais afetou serviços, compras de bens e serviços pelo governo e benefícios do SNAP. A maior parte da produção perdida deve ser recuperada, mas entre US$ 7 bilhões e US$ 14 bilhões podem não retornar.
Antes da divulgação, o ex-presidente Donald Trump afirmou em redes sociais que a paralisação custou aos EUA “pelo menos dois pontos no PIB”. A declaração cita o impacto como razão para evitar paralisações, segundo ele.
O relatório aponta ainda uma economia em formato de “K”: renda alta segue bem, enquanto famílias de renda menor enfrentam dificuldades com inflação de tarifas e salários estagnados. Foram criados 181 mil empregos no ano anterior, menor registro desde 2009, exceto durante a pandemia.
O crescimento dos gastos do consumidor desacelerou frente ao 3,5% do trimestre anterior, com o impulso vindo principalmente de famílias de renda mais alta e pressionando a poupança devido à inflação.
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