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Câmara prioriza acordo Mercosul-UE diante de dúvidas sobre tarifas de Trump

Câmara foca votação do acordo Mercosul-UE diante de tarifas dos EUA, com relator Marcos Pereira e busca por previsibilidade econômica

Lula e Hugo Motta durante encontro em Brasília: presidente da Câmara promete acelerar votação de acordo Mercosul-UE, uma das prioridades do governo no Congresso. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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  • A Câmara dos Deputados vai priorizar na próxima semana a votação do acordo Mercosul–União Europeia para ampliar a área de livre comércio, diante de dúvidas sobre novas tarifas dos Estados Unidos.
  • O movimento busca prever a relação econômica brasileira em meio ao cenário de pressões protecionistas norte-americanas.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, designou o deputado Marcos Pereira como relator, por já ter participado das etapas do acordo e presidir o Republicanos.
  • O tratado prevê redução de tarifas, maior acesso a mercados e regras comuns em compras governamentais e propriedade intelectual, com potencial impulso às exportações brasileiras.
  • Mesmo com avanços, o acordo enfrenta resistências políticas e ambientais na Europa, especialmente da França, e ainda depende de ratificações e ajustes regulatórios.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que a Casa vai priorizar, na próxima semana, a votação do acordo Mercosul-UE. A medida busca abrir a maior área de livre comércio do mundo em meio às incertezas sobre tarifas propostas pelos Estados Unidos.

Motta afirmou, em publicação nas redes sociais, que as dúvidas sobre a política comercial norte-americana tornam necessária a previsibilidade nas relações internacionais. O deputado designou Marcos Pereira (Republicanos-SP) como relator, líder do partido e ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Contexto e desdobramentos

A Câmara observa temores de novo ciclo protecionista nos EUA, conhecido como “tarifaço”, que pode afetar cadeias globais e pressionar exportadores brasileiros, especialmente nos setores de aço, alumínio, agroindústria e manufaturados. Analistas veem acordos bilaterais como ferramenta de diversificação de mercados.

O Mercosul-UE prevê redução gradual de tarifas, maior acesso a mercados e regras comuns em compras governamentais e propriedade intelectual. No Brasil, a entrada em vigor pode ampliar exportações industriais e agropecuárias e atrair investimentos, ainda que enfrente resistências de alguns países europeus, como a França.

Se o andamento na Câmara for positivo, o acordo seguirá para etapas de ratificação e ajustes regulatórios, além de acompanhar negociações complementares entre os blocos. O movimento de Motta sinaliza alinhamento entre Legislativo e o governo na agenda de inserção internacional.

Enquanto isso, o debate sobre ações protecionistas dos EUA deve permanecer no radar de Brasília, influenciando decisões de política externa e comércio exterior. Está prevista a reunião entre os presidentes Lula e Trump, em Washington, no próximo mês.

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