- O presidente em exercício Geraldo Alckmin e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) assinaram acordos de cooperação para defesa comercial e ambiente regulatório.
- O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, pediu que a discussão sobre o fim da escala 6×1 seja adiada para 2027, devido ao ano eleitoral.
- Os acordos preveem cooperação para combate a práticas desleais, incluindo a criação de uma calculadora de margem de dumping e compartilhamento de ferramentas técnicas.
- Alckmin afirmou que há tendência mundial de redução da jornada de trabalho, defendendo aprofundamento do tema dadas as diferentes realidades do setor produtivo.
- O ministro afirmou confiar numa redução da taxa básica de juros (Selic) na próxima reunião do Copom, em março, e comentou que a tarifa global de 15% no comércio mundial beneficia o Brasil.
O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, assinou na noite desta segunda-feira um acordo de cooperação com a Fiesp para fortalecer ações de defesa comercial e combate a práticas desleais no comércio exterior. O ato ocorreu durante encontro com certificados na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
O protocolo foi assinado ao lado do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que pediu que a discussão sobre o fim da escala 6×1 seja adiada para 2027, alegando razões políticas em ano eleitoral. Alckmin afirmou que há uma tendência mundial de redução da jornada de trabalho e destacou a necessidade de aprofundar o debate, dadas as diferenças setoriais.
Defesa comercial
Ao lado de Skaf, Alckmin assinou dois protocolos: um de defesa comercial e outro sobre ambiente regulatório. A Fiesp aponta que o acordo prevê cooperação institucional para promover o comércio justo e o uso adequado de instrumentos de defesa contra práticas desleais. Entre as ações está a criação de uma calculadora de margem de dumping e o compartilhamento de ferramentas técnicas.
O segundo protocolo foca na desburocratização e na melhoria da competitividade. A iniciativa prevê digitalização de serviços públicos, redução de custos regulatórios e integração de sistemas para facilitar investimentos e empreendimentos no Brasil.
Ambiente regulatório e metas
Skaf reforçou que a cooperação busca fortalecer a defesa comercial para impedir ataques injustos aos setores produtivos e aos empregos. O acordo também prevê ações para reduzir barreiras regulatórias e ampliar o ambiente de tomada de decisões rápidas no setor produtivo.
Perspectivas econômicas
Alckmin mencionou Otimizações na política monetária, manifestando confiança na redução da taxa Selic na próxima reunião do Copom, prevista para março. A previsão é embasada pela desinflação de alimentos e pela valorização do real, segundo o ministro.
Comentários sobre tarifas internacionais
O ministro comentou a tarifa global de 15% anunciada pelo governo dos EUA, afirmando que o Brasil foi o principal beneficiário. Segundo ele, a medida reduz distorções anteriores, abrindo espaço para retomada de comércio exterior com os norte-americanos. Ele destacou que a mudança favorece o Brasil e o restante do mundo.
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