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Brasil é o principal beneficiado pela nova taxa global de Trump

Brasil é o maior beneficiado pela sobretaxa global de 15%, com tarifa média de importação caindo de 26,3% para 12,8% e isenções mantidas

Donald Trump e Lula na Malásia, em 26 de outubro de 2025. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • Brasil é o principal beneficiado pela sobretaxa global de 15% anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que substitui o modelo anterior de tarifas.
  • A tarifa média de importação para produtos brasileiros cai de 26,3% para 12,8% com a nova regra, conforme estudo do Global Trade Alert; a China passa de 36,8% para 29,7%.
  • A cobrança tem validade de 150 dias e precisa ser aprovada pelo Congresso; continuam sob regime anterior itens como aço, alumínio, cobre, madeira e automóveis, além de cerca de mil itens com isenção.
  • Países que pagavam tarifas baixas antes podem sofrer aumentos; Reino Unido, Itália e Singapura aparecem entre os maiores ganhos de tarifa com a mudança.
  • O Brasil fica em posição mais favorável que Alemanha e Itália para vender aos EUA; o presidente Lula visita Washington em março para tratar de tratamento tarifário igualitário.

O Brasil se beneficia mais da decisão dos EUA de impor uma sobretaxa global de 15% sobre importados, substituindo o modelo anterior. O estudo do Global Trade Alert, divulgado neste domingo, aponta queda de 13,6 pontos percentuais na tarifa média aplicada aos produtos brasileiros após a reconfiguração tarifária. Com as isenções mantidas, a alíquota efetiva fica em 12,8%.

A Suprema Corte dos EUA derrubou o modelo prévio de tarifas diferenciais usados por Donald Trump e, após a decisão, o governo recorreu à Seção 122 da Lei do Comércio de 1974. A mudança entra em vigor para 150 dias, podendo ser prorrogada com aprovação do Congresso.

Impacto por país e padrões de tarifas

A retração na tarifa média brasileira é a maior entre os 20 maiores parceiros, seguida pela China, com queda de 7,1 p.p. e pela Índia, com 5,6 p.p. Brasil continua zerando tarifas em setores específicos como combustível, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves, segundo o estudo.

Produtos como aço, alumínio, cobre, madeira e automóveis mantêm o regime anterior, com exceções em itens isentos. A nova regra soma as alíquotas anteriores ao adicional de 15%, sem prazo até a conclusão do processo no Congresso.

Comparação internacional e cenários

Segundo a análise, Canadá, México, Irlanda e Singapura passam a ter tarifas médias menores entre os 20 principais parceiros, com Canadá liderando entre eles a 4,7%. Mesmo com o recuo, a China continua entre os compradores com a tarifa média mais alta, em 29,7%.

O estudo aponta que, para países com tarifas já baixas, a sobretaxa elevou o custo de importação. Reino Unido, Itália e Singapura registraram aumentos expressivos na matriz de tarifas devido ao novo regime.

Repercussões para o Brasil

Especialistas destacam que o Brasil passa a ter posição mais favorável em relação a nações europeias que enfrentam tarifas acima de 14,3% para o mercado americano. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a competitividade do Brasil se mantém, mesmo com a sobretaxa uniforme de 15%.

A CNI estima que a nova regra afeta cerca de 21,6 bilhões de dólares em exportações brasileiras para os EUA, refletindo mudanças significativas na pauta de comércio entre os dois países. Em março, o presidente Lula deverá realizar visita oficial a Washington para tratar do tema.

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