- A Enel quer enviar ao governo brasileiro uma proposta para cortar e replantar árvores na região metropolitana de São Paulo, criando “corredores de energia” para reduzir apagões.
- O plano prevê corte de árvores e plantio de espécies menores, buscando manter o mesmo número de árvores, mas com impacto ambiental menor.
- O objetivo é evitar apagões causados por ventanias que derrubam árvores e danificam cabos aéreos da rede de distribuição.
- A ideia foi apresentada pelo CEO global da Enel, Flavio Cattaneo, em coletiva e detalhada em carta que seria enviada ao presidente Lula e ao ministro responsável.
- A Enel afirma cumprir os contratos de distribuição no estado e alega que não houve base legal para caducidade da concessão, mantendo a possibilidade de investimentos no país.
A Enel irá apresentar ao governo brasileiro uma proposta para reduzir apagões na Grande São Paulo por meio de corte e replantio de árvores. O objetivo é criar corredores de energia na rede aérea para evitar danos a cabos durante ventanias. A divulgação ocorreu em entrevista com o CEO global Flavio Cattaneo.
Segundo o executivo, a ideia é cortar árvores para evitar interrupções, com o plantio de espécies menores no mesmo espaço. A proposta prevê manter o mesmo número de árvores, apenas com novas espécies mais compatíveis com a rede de distribuição. A iniciativa será apresentada em carta ao presidente Lula e ao ministro.
A rede de São Paulo é predominantemente aérea, o que dificulta a prevenção de apagões em eventos climáticos extremos. Cattaneo apontou que a alternativa de rede subterrânea requer investimento alto, enquanto a poda ambiental traz impactos, porém é mais rápida de implementar.
Proposta e base legal
A Enel sustenta que tem cumprido os termos contratuais da concessão em São Paulo e que não haveria base legal para a caducidade antecipada. O tema também envolve a atuação da Aneel, que avalia o desempenho da distribuidora em episódios de falha energética.
O executivo afirmou que o Brasil deve agir com racionalidade e que não há interesse da empresa em vender a distribuidora paulista. A posição ocorre em meio a discussões sobre a possibilidade de caducidade diante de falhas de fornecimento.
A companhia vem defendendo que decisões sobre a concessão não devem se basear em motivações políticas e cita o peso de investimentos realizados no país. A Enel também enfatiza que não planeja mudanças abruptas no atual modelo de operação.
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