- A Enel vai propor ao governo brasileiro um plano de corte e replantio de árvores na Grande São Paulo para reduzir apagões causados por cabos da rede aérea.
- O plano prevê a criação de “corredores de energia” com árvores cortadas e replantadas, mantendo o mesmo número total de árvores, mas com espécies menores.
- A iniciativa inclui envio de uma carta ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro, apresentando a alternativa ao uso de rede subterrânea.
- A empresa argumenta que a rede aérea dificulta evitar apagões em ventanias e afirma cumprir os termos do contrato de distribuição, defendendo que não há base legal para a caducidade da concessão.
- O executivo afirmou que a Enel não pretende vender a distribuidora de São Paulo e acredita em uma solução racional do governo para a continuidade dos investimentos; a decisão não deve se basear apenas em motivações políticas.
A Enel planeja enviar ao governo brasileiro uma carta com uma proposta para reduzir apagões na região metropolitana de São Paulo. A ideia é adotar um modelo de corredores de energia que envolvam corte de árvores seguidos de replantio. A ação visa evitar danos aos cabos da rede aérea em ventanias fortes.
Segundo o CEO global da empresa, Flavio Cattaneo, o plano prevê a instalação de redes subterrâneas ou, alternativamente, o corte de árvores com planting de espécies menores. A proposta manteria o mesmo número de árvores, mas em tamanho reduzido, para minimizar impactos ambientais.
O executivo informou que a carta será destinada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro competente. O objetivo é apresentar a sugestão de medidas para reduzir apagões causados por quedas de árvores e danos aos cabos na área, diante de eventos climáticos extremos.
Cattaneo discutiu ainda a situação da concessão da Enel São Paulo, após recorrentes problemas de fornecimento. Ele afirmou que a rede aérea dificulta evitar apagões em ventanias, e que a empresa tem cumprido os requisitos contratuais, contestando a possibilidade de caducidade com base em fatores climáticos.
Em relação ao cenário regulatório, o CEO citou pareceres que contestam a inclusão do apagão de dezembro último na análise de caducidade pela Aneel. A Enel sustenta que a atuação da distribuidora não deve ser objeto de penalização com base neste evento isolado.
O executivo também disse acreditar na continuidade dos investimentos da Enel no Brasil, mesmo diante da possibilidade de mudança no contrato de concessão. Ele destacou que a decisão final deve considerar critérios técnicos e legais, não motivações políticas, ressaltando que a empresa não pretende vender a distribuidora paulista.
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