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Redução de impostos para data centers vence na quarta; entenda o que está em jogo

Redata vence nesta quarta; continuidade da isenção depende de lei, enquanto críticos sinalizam impactos ambientais e contrapartidas insuficientes

Data center da Meta em Indiana, nos Estados Unidos — Foto: Divulgação/Meta
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  • A medida provisória que criou o Redata vale até quarta-feira, 25, e precisa virar lei para permanecer em vigor.
  • O benefício suspende tributos federais sobre importação de equipamentos para data centers, mediante contrapartidas: dedicar ao menos 10% da capacidade para dados do mercado brasileiro, usar energia limpa, destinar 2% do valor dos equipamentos para pesquisa e manter consumo de água limitado a 50 mL por quilowatt-hora.
  • Defensores dizem que o Redata pode tornar o Brasil polo digital e reduzir dependência de infraestrutura estrangeira; críticos alertam para possível aumento no consumo de energia.
  • O Ministério da Fazenda aponta aumento do interesse de investidores no Brasil como destino para projetos de data centers, mas ressalta que não há impactos concretos ainda.
  • Críticas apontam que as contrapartidas são insuficientes (especialmente os 10%), e que o texto não aborda questões como consulta a povos indígenas, impactos ambientais e outrasprägticas.

O Redata, regime que suspende tributos federais sobre a importação e o faturamento de data centers, vence nesta quarta-feira (25). A renovação depende da transformação do texto em lei no Congresso. A medida, em vigor desde janeiro, busca criar um polo digital no Brasil, mas recebe críticas por não estabelecer contrapartidas suficientes.

O benefício vale para instalações que atendam a regras, como destinar ao menos 10% da capacidade de processamento ao mercado brasileiro, usar energia limpa ou renovável, destinar 2% do valor dos equipamentos para pesquisa no Brasil e manter o gasto hídrico em até 50 mL por kWh consumido. A isenção é de cinco anos e pode ser suspensa com pagamento retroativo em caso de descumprimento.

A avaliação pública aponta que a medida pode tornar o Brasil mais competitivo ao reduzir custos de aquisição de equipamentos avançados, muitos fabricados na China. Defensores dizem que isso atraí investimentos e reduzem a dependência de infraestrutura estrangeira.

Críticos, porém, alertam para riscos ambientais e de falta de ganhos reais para ciência e tecnologia brasileiras. Levantamento do g1 mostra que quatro projetos de data centers de IA no Brasil podem demandar energia equivalente à de cerca de 16,4 milhões de casas, em cenário de implementação plena.

O governo argumenta que a proposta acelera importação de equipamentos e facilita a instalação de projetos. Em nota, a Fazenda disse que há interesse crescente de investidores no Brasil como destino para data centers, especialmente com a redução de burocracia.

A disputa sobre contrapartidas é central. Especialistas reconhecem o ganho de competitividade, mas cobram avanços mais robustos em inovação, ciência e participação social, incluindo consultas a comunidades tradicionais e proteção a terras indígenas.

O custo de energia é tema-chave, pois data centers consomem muita eletricidade. Em IA, os equipamentos exigem refrigeração eficaz, o que eleva o consumo de água. O Redata impõe limites para o uso de água com base na eficiência hídrica das operações.

Projetos anunciados, como o Scala AI City, indicam potências previstas na casa dos gigawatts, com grandes necessidades de energia. Empresas com planos de instalar centros próximos a áreas sensíveis devem observar regras de impacto ambiental e social.

Para quem acompanha o tema, a transformação do Redata em lei permanente é vista como essencial para dar segurança aos investimentos. Setores envolvidos aguardam sinal claro sobre o marco regulatório e possíveis ajustes, sem atrasos.

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