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Seca de energia mergulha economia ucraniana na pior crise desde o início da guerra

Cortes de energia forçam indústria ucraniana a reduzir produção, ampliando a recessão e corroendo receitas do governo

Workers repair a power substation damaged by a recent Russian drone and missile strike, amid Russia's attack on Ukraine, in Kharkiv, Ukraine February 20, 2026.
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  • A economia ucraniana enfrenta a pior fase desde o início da invasão, com o sistema elétrico destruído por ataques e o War chegando ao quinto ano, o que diminui a produção e reduz as receitas do Estado.
  • Indústrias, de siderúrgicas a mineradoras, reduzem output devido a cortes de energia e custos subindo, com executivos dizendo que a produção pode cair até cinquenta por cento em certos períodos.
  • A economia encolheu aproximadamente trinta por cento no primeiro ano de guerra; quase seis milhões deixaram o país e mais de três milhões estão deslocados internamente.
  • A demanda de energia supera a oferta em cerca de trinta por cento, com pico de demanda em fevereiro em torno de dezoito gigawatts, acima da capacidade de produção de doze gigawatts; isso eleva custos e pressiona a inflação, estimada em torno de sete por cento.
  • O governo busca acordo com o Fundo Monetário Internacional para um programa de empréstimo de oito bilhões de dólares, com apoio da União Europeia estimado em cerca de noventa bilhões de euros, sujeito a condições políticas e à solução de interrupções de fornecimento de energia.

Ukraine sofre com crise energética que agrava a economia em pleno quinto ano de guerra

A economia ucraniana enfrenta o período mais duro desde os primeiros meses da invasão, com ataques aéreos mantendo o sistema elétrico em pane e forçando empresas a reduzir a produção. O cenário vem à tona à medida que o conflito se estende e o país tenta sustentar a arrecadação estatal.

Faturas altas, queda de produção e interrupções em cadeias de suprimentos atingem setores como aço, cimento, mineração e alimentação. Executivos de oito empresas afirmam já adaptar turnos e manter geradores de emergência para evitar paradas totais.

Impactos no setor industrial e nos custos

Sergii Pylypenko, CEO da Kovalska Group, disse que geradores a diesel não substituem toda a capacidade das fábricas, mantendo cortes de energia por mais de dois meses. Em períodos críticos, a produção pode cair até 50%.

Oleksandr Myronenko, COO da Metinvest, afirmou que apagões prolongados dificultam a retomada após ataques russos. A empresa, com receitas anuais em torno de 7 bilhões de dólares, é grande contribuinte de tributos e matéria-prima para o esforço de guerra.

Panorama econômico e previsões

A economia encolheu cerca de 30% no primeiro ano de conflito. Entre 2 mil e 3 milhões de ucranianos foram deslocados internamente, elevando a pressão sobre o mercado local. O índice de atividade empresarial mensal caiu, sinalizando deterioração já em fevereiro.

Analistas advertiram que a demanda doméstica é afetada pela queda de oferta e pelo aumento de custos. A inflação, estimada em torno de 7%, pode permanecer pressionada diante da crise energética e de interrupções logísticas.

Finanças públicas e ajuda internacional

O banco central revisou a projeção de crescimento deste ano para aproximadamente 1,8%. Economistas independentes estão mais cautelosos, com estimativas entre 0,8% e 1,0%. O governo aponta a crise de energia como principal fator de desaceleração.

O governo mira um acordo com o FMI para um programa de 8,1 bilhões de dólares, buscando facilitar auxílio da União Europeia. A liberação depende de condições, incluindo ajustes fiscais, em meio a resistências políticas de países-membro.

Desafios logísticos e geopolítica de energia

Hungria e Eslováquia chegaram a ameaçar barrar exportação de energia para a Ucrânia, caso não haja retorno do fornecimento de petróleo russo via oleoduto Druzhba. As cortes de energia deixaram 68% da energia importada nesse mês dependentes de países vizinhos.

Empresas locais investiram em geradores, baterias e fontes solares, mas uma pesquisa da associação empresarial mostrou que quatro de cada cinco companhias tiveram dificuldades com quedas de energia, o que elevou custos e reduziu a produção.

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