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Textor acusa Ares de golpe ilegal para tirá-lo da Eagle prejudicando Botafogo

Textor acusa Ares de golpe para destituí-lo da Eagle Bidco, provocando guerra civil interna e impacto financeiro no Botafogo

John Textor é o dono da SAF do Botafogo (Foto: Thiago Ribeiro/Agif/Gazeta Press)
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  • A Eagle destituiu John Textor do cargo de diretor da Eagle BIDCO em 27 de janeiro; Textor permanece com 90% da SAF do Botafogo e à frente da operação do clube.
  • Textor afirmou que houve uma “guerra civil” no grupo após Michele Kang tirar Lyon da rede multiclubes, dizendo que isso prejudicou o Botafogo e gerou desequilíbrios financeiros.
  • Em 27 de janeiro, a Ares tentou destituir Textor do conselho e reconduzir Welch e Tseayo, carta enviada sem respaldo legal, segundo a legislação britânica.
  • Em 28 de janeiro, Welch e Tseayo contestaram a ação da Ares e disseram que não voltariam ao conselho; consideraram a carta da Ares desconsiderada.
  • Em 29 de janeiro, Textor se reconduziu ao cargo de Diretor da Eagle Bidco, atuando como único diretor/acionista para manter a governança da empresa; a disputa com a Ares segue.

John Textor manteve posição de liderança na operação do Botafogo, mesmo com a Eagle BIDCO destituindo-o do cargo de diretor. A decisão foi formalizada em 27 de janeiro, com notificação publicada na manhã de 27 de janeiro, e Textor afirmou que continuará litigando pelo comando do grupo.

A ação envolve a Eagle Football Holdings e suas controladas, incluindo o Botafogo, Lyon e RWDM Brussels. Textor sustenta que a saída impacta o futebol brasileiro, deixando o Botafogo à deriva por conta de recebimentos entre unidades do grupo.

Textor afirma que a decisão de Michele Kang, sócia da Eagle, de retirar o Lyon da rede multiclubes mesmo após lealdades prestadas provocou uma crise interna. Segundo ele, a força financeira do Botafogo e a atuação de um conselho paralelo prejudicaram o clube.

A disputa ocorre em meio a uma disputa de governança na Eagle BIDCO, braço da Eagle que gerencia as participações. Textor continua à frente da operação do Botafogo, mantendo 90% de participação na SAF, com mudanças sujeitas à aprovação do Conselho da SAF.

Alega-se ainda que houve discrepâncias em demonstrações financeiras da EFG/OL e a existência de um “Acordo Paralelo”, ocultado por meses, contribuindo para a dissolução do modelo esportivo da Eagle. Textor descreveu a situação como uma guerra civil interna.

A Eagle destituiu Textor do cargo de diretor da Eagle BIDCO após demitir dois diretores, Welch e Tseayo, com o aval da Ares, segundo informações. Ares contestou a atuação, afirmando que não tinha autorização para reconduzir os diretores.

Em 27 de janeiro de 2026, a Ares enviou correspondência à Companies House, alegando autoridade para destituir Textor e reconduzir Welch e Tseayo. A legislação do Reino Unido impede nomeações sem consentimento, o que enfraqueceu a justificativa apresentada.

No dia 28 de janeiro, Welch e Tseayo contestaram as alegações da Ares e reiteraram que não pretendiam retornar ao conselho da Eagle Bidco, pedindo que a carta fosse desconsiderada quanto a recondução.

Em 29 de janeiro de 2026, Textor, atuando como único diretor e acionista da Eagle Bidco, reconduziu-se ao cargo para reforçar sua posição. A disputa entre Ares e Textor permanece, sem alterações no conselho da Eagle Midco e da Eagle Football Holdings.

Controvérsia no Conselho da Eagle Bidco

A disputa pela governança do Eagle Group continua, com Textor mantendo controle da estrutura societária da Eagle Midco e da Eagle Football Holdings. O status do conselho da Eagle Bidco segue em litígio, sem mudanças na liderança das demais empresas do grupo.

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