- O faturamento das pequenas e médias empresas teve alta de 1,3% em janeiro de 2026 na comparação anual, segundo o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs.
- O resultado confirma desaceleração, com a confiança do consumidor da FGV caindo pela primeira vez em cinco meses.
- A indústria avançou 3,3% frente a janeiro de 2025, com 11 dos 23 subsetores em expansão, destacando vestuário e máquinas e equipamentos.
- Infraestrutura subiu 7,8% na comparação anual, mas construção civil continuou em retração devido a juros e confiança.
- Comércio e serviços puxaram a queda: o comércio recuou 4,4% e os serviços caíram 2,2% em relação a janeiro de 2025, encerrando sete meses de crescimento.
O faturamento das pequenas e médias empresas brasileiras iniciou 2026 em alta moderada. O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs aponta avanço de 1,3% em janeiro ante janeiro de 2025, após crescimento mais intenso no quarto trimestre de 2025. A leitura também sinaliza desaceleração, acompanhando a queda do Índice de Confiança do Consumidor da FGV.
O indicador acompanha companhias com faturamento anual de até R$ 50 milhões em 750 atividades econômicas, segundo dados do IODe-PMEs (Omie).
Indústria sustenta faturamento
A indústria registrou alta de 3,3% na comparação com janeiro de 2025, mantendo recuperação iniciada em maio do ano passado. Entre 23 subsetores, 11 cresceram, destacando vestuário e máquinas e equipamentos.
Infraestrutura em alta
O setor de infraestrutura teve aumento de 7,8% frente a janeiro de 2025, porém a construção civil segue em retração. Edifícios e serviços especializados continuam pressionados por juros elevados.
Comércio volta ao negativo
O comércio registrou queda de 4,4% em relação a janeiro de 2025, interrompendo a sequência de alta observada anteriormente. O atacado caiu 2,6% e o varejo 3,0%, com alguns segmentos ampliando o faturamento, como artigos fotográficos e plantas.
Serviços interrompem sequência
O segmento de serviços caiu 2,2% na comparação anual, encerrando sete meses seguidos de alta. Alojamento, alimentação e saúde humana evitaram retração maior.
Perspectivas para 2026
Com janeiro, o índice acumula oito meses de crescimento, iniciados em junho de 2025. O desemprego permanece baixo e as expectativas inflacionárias caíram. A possível mudança de juros no primeiro trimestre pode sustentar a atividade, mas há cautela por volatilidade macro e calendário eleitoral.
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