- Em 2025, o mercado brasileiro de inseminação artificial bovina cresceu 15,57% em relação a 2024, com recordes em produção, venda e exportação.
- O total de doses disponíveis foi de 30,3 milhões para o rebanho de corte, sendo 23,1 milhões produzidas no Brasil e 7,3 milhões importadas.
- A genética com aptidão leiteira teve alta de 20,90%, alcançando 3,8 milhões de doses; as vendas totais somaram 28 milhões de doses, com 18,9 milhões no corte e 6,5 milhões no leite.
- A adoção atingiu 21,29% das matrizes brasileiras inseminadas em 2025, presente em 4.529 municípios (81,31% das cidades do país).
- As exportações de sêmen cresceram 34% em 2025, com 598,7 mil doses no corte e 519,6 mil no leite; o valor exportado chegou a US$ 5,07 milhões, ampliando a presença brasileira no mercado global.
O mercado brasileiro de inseminação artificial bovina fechou 2025 com ganho de dois dígitos e recordes em quase todos os indicadores. O estudo INDEX ASBIA 2025, realizado pela ASBIA em parceria com o Cepea/USP, aponta avanço de 15,57% na entrada de doses de sêmen no mercado em relação a 2024, refletindo maior produção, venda e exportação.
A visão sobre o volume total envolve produção nacional e importações. Ao todo, foram disponibilizadas 30,3 milhões de doses para o rebanho de corte, com 23,1 milhões de doses produzidas no Brasil (alta de 12,46%) e 7,3 milhões importadas (subida de 26,71%). Também houve crescimento na genética leiteira, com produção de sêmen para leite atingindo 3,8 milhões de doses (alta de 20,90%), o maior volume já registrado.
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Comercialização avança para consolidar presença nacional
A oferta aumentou 15%+, enquanto as saídas, que incluem vendas, exportações e contratos, cresceram 8,87%, totalizando 28 milhões de doses comercializadas em 2025. Vendas diretas ao produtor cresceram 9%. No segmento de corte, foram vendidas 18,9 milhões de doses, 8% acima de 2024; no leite, o volume comercializado foi de 6,5 milhões de doses, alta de 10%.
A adoção da inseminação também registrou marco histórico: 21,29% das matrizes brasileiras foram inseminadas em 2025, em um alcance que atingiu 4.529 municípios, ou 81,31% das cidades do país. O presidente da ASBIA, Luis Adriano Teixeira, ressalta que a disseminação espalha a tecnologia por mais de 80% dos municípios, tornando-a uma ferramenta estruturante da pecuária nacional.
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Exportações em alta e presença internacional
No comércio externo, as exportações de sêmen bovino cresceram 34% frente a 2024. No corte foram embarcadas 598,7 mil doses (avançando 29%), e no leite 519,6 mil doses (subida de 41%). A geração de valor acompanhou o volume: o AgroStat mostra que o montante exportado saltou de US$ 2,54 milhões em 2020 para US$ 5,07 milhões em 2025.
A América Latina permanece como principal destino, com Colômbia e Paraguai entre os compradores, e há crescente diversificação geográfica, incluindo mercados africanos como Angola, Nigéria e Quênia. Segundo Teixeira, o Brasil se solidifica como referência global, especialmente nos mercados tropicais.
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Perspectivas para 2026 e além
Para o presidente da ASBIA, 2026 e 2027 devem manter o ciclo de alta da pecuária de corte, com valorização da arroba e do bezerro aumentando a demanda por prenhez e genética superior. A genética é vista como investimento estruturante que permanece gerando retorno nas gerações futuras, diferentemente de insumos que se esgotam rapidamente.
Estimativas indicam que, hoje, o Brasil insemina cerca de 25% das fêmeas em idade reprodutiva no gado de corte, índice superior a EUA e Austrália. Ainda assim, 75% do rebanho permanece fora do sistema, indicando espaço para expansão contínua da adoção da inseminação artificial.
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