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Santander diz que estratégia de boring banking funciona e mira 20% de retorno

Plano 2026-2028 projeta RoTE de 20% e lucro de € 20 bilhões, Brasil mira RoTE de 20% até 2028 com 210 milhões de clientes

O ‘boring banking’ do Santander está funcionando. A meta agora é 20% de retorno
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  • Santander revela plano 2026-2028 para elevar o lucro global para € 20 bilhões e o RoTE para 20%.
  • Na operação brasileira, a meta é RoTE de 20% em 2028, com a base de clientes global aumentando de 180 milhões para 210 milhões até 2028 e receitas de varejo com fees em faixa de high single digit.
  • Espera-se US$ 1,3 bilhão em sinergias com as aquisições do Webster (americano) e do TSB (britânico) até 2028, além de reduzir o índice de eficiência de 45,3% em 2025 para 36% em 2028.
  • A presidente executiva, Ana Botín, destacou a passagem de uma estrutura mais simples, eficiente e previsível, citando o termo “boring banking” como parte da estratégia.
  • As aquisições devem elevar o share de empréstimos em moeda forte de 75% para 80%, mirando menor volatilidade e custo de capital; no Brasil, foco em PMEs, corporate e Select, com eventual possibilidade de superar 20% de RoTE se o ambiente macro melhorar.

O Santander apresentou hoje um plano para 2026-2028 com metas de lucro de € 20 bilhões na operação global e RoTE de 20%. Em 2024, o banco lucrou € 13,1 bilhões e teve RoTE de 16,3%.

A estratégia prioriza mais clientes e maior eficiência. O grupo espera ampliar a base global de 180 milhões para 210 milhões até 2028, elevando os ganhos de varejo com tarifas e serviços de forma moderada.

O executivo afirma que a visão mantém o banco simples, eficiente e previsível, uma mudança cultural reconhecida pela liderança. O anúncio ocorreu durante o Investor Day, em Londres, com ênfase na consistência de resultados.

Metas por região e eficiência

A franquia brasileira deve elevar o RoTE de 15,3% em 2025 para 20% em 2028, alinhando-se ao patamar global. O total de clientes pode sustentar crescimento de receitas com tarifas no varejo.

A empresa projeta ganhos de eficiência por meio das sinergias geradas pelas aquisições do Webster, nos EUA, e do TSB, no Reino Unido, esperadas até 2028.

A curva de eficiência deve cair de 45,3% em 2025 para 36% em 2028, aproximando-se de referências de bancos digitais com operações globais.

Desempenho de mercado e estratégia de atuação

O Santander mantém a trajetória de resultados consistentes nos últimos anos, com crescimento de receitas e controle de custos. A ação da empresa operava em alta em Nova York, enquanto registrava queda no Brasil.

A liderança reforçou que o grupo deixará de funcionar como uma federação de bancos e passará a atuar de forma integrada, com foco em escalar o que tem funcionado e executar com precisão as metas para 2026-2028.

Foco na operação brasileira e condições macro

O plano inclui realocar capital para negócios com maior rentabilidade, priorizando PMEs, corporate e o segmento Select. A meta é crescer com qualidade e manter equilíbrio entre risco e retorno no Brasil.

Os executivos também mencionaram a possibilidade de superar os 20% de RoTE no futuro, mas destacaram que o atual objetivo de 20% é o patamar de divulgação considerado confortável no momento.

Aquisições e impacto financeiro

As aquisições do Webster e do TSB devem elevar a participação de empréstimos em moeda forte de 75% para 80%, contribuindo para reduzir a volatilidade dos resultados e o custo de capital.

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