- Ricardo Szlejf assume o comando do CPPIB no Brasil a partir de 1º de abril, substituindo Tania Chocolat, que deixa o fundo após quase nove anos.
- O CPPIB gere cerca de US$ 700 bilhões globalmente e já investiu cerca de US$ 30 bilhões na América Latina, metade disso no Brasil, em empresas como Auren Energia, Iguá Saneamento, Allos e SmartFit.
- Szlejf é head de real assets para a América Latina e participou da decisão de alocar capital com foco em infraestrutura, logística, data centers e hotelaria.
- A Iguá Saneamento é considerada uma plataforma para novas concessões em estados como Alagoas e Mato Grosso; o CPPIB deve manter a presença no setor de saneamento.
- Em relação à estrutura interna, a área de public equities passou a ser gerida a partir de Toronto há cerca de seis meses, com a equipe de São Paulo se reportando aos heads globais; houve venda de parte da Allos e desinvestimento na Azzas 2154 no ano passado.
O CPPIB designa novo comando no Brasil. Ricardo Szlejf assumirá a liderança brasileira a partir de 1º de abril, substituindo Tania Chocolat, que deixa o fundo após quase nove anos. O movimento faz parte de uma transição anunciada em meados de 2024, após a decisão de Chocolat abandonar o cargo para atuar em conselhos e projetos pessoais.
Szlejf atua no CPPIB desde 2015 e é head de real assets para a América Latina. O fundo de pensão canadense administra cerca de US$ 700 bilhões globalmente e já investiu aproximadamente US$ 30 bilhões na região, com metade disso no Brasil. Entre as participações estão Auren Energia, Iguá Saneamento, Allos e SmartFit.
A transição ocorre em meio a ajustes operacionais. A área de public equities, antes liderada por Chocolat, passou a ser gerida em Toronto há cerca de seis meses, com a equipe de São Paulo se reportando aos heads globais. Chocolat citou a necessidade de uma alocação de capital alinhada a um fundo de grande escala.
No conteúdo de real assets, Szlejf aponta atuação em infraestrutura, logística, data centers e hotelaria. Ele alerta que o setor de data centers deve se recuperar, citando a necessidade de capex, e ressalta a cautela com possíveis sobrevalorização de ativos. O Brasil e a América Latina devem receber parte desses recursos.
A Iguá Saneamento continua entre as prioridades do CPPIB. O fundo detém participação na concessionária e pretende disputar novas concessões em estados onde já atua, como Alagoas e Mato Grosso. Szlejf afirma que a Iguá pode se tornar a plataforma regional para o setor.
Fora do CPPIB, Chocolat integra conselhos da Equatorial, Totvs, Emae e do Osesp, mantendo atuação em governance e projetos setoriais. Em dezembro, o fundo vendeu metade de sua posição na Allos e encerrou o investimento na Azzas 2154 como parte de uma reciclagem de capital.
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