- A patente da semaglutida vence em março de dois mil e vinte e seis em mercados estratégicos como China, Índia, Turquia, Canadá e Brasil, aumentando a pressão sobre a Novo Nordisk.
- O mercado global de emagrecedores deve alcançar níveis próximos a US$ 150 bilhões, com patentes abrindo espaço para genéricos e biossimilares e reorganizando cadeias de produção.
- Lupin (Índia) fechou acordo com Gan & Lee (China) para lançar bofanglutida na Índia; no Brasil, Biocon e Biomm preparam semaglutida genérica, ampliando a competição.
- Opcões orais ganham espaço: Wegovy em comprimido da Novo Nordisk está em desenvolvimento; a Eli Lilly aposta no orforglipron, com possível aprovação prevista para março de 2026.
- A venda direta ao paciente ganha força, com plataformas de pagamento direto e telemedicina ganhando espaço, alterando a relação entre farmacêuticas, planos de saúde e consumidores.
Os patentes da semaglutida devem expirar entre 2026 e 2026 em vários mercados, o que acirra disputas por participação de mercado entre players como China, Índia, EUA, Canadá e Brasil. O interesse envolve versões orais, genéricos e venda direta ao paciente.
O cenário aponta para a valorização de novas parcerias e estratégias. Empresas lançam moléculas novas, combinadas com acordos de distribuição, para manter liderança frente à possível entrada de concorrentes após o fim de exclusividade.
Nos estudos globais, o mercado de emagrecedores baseados em incretinomas ganhou velocidade. Em 2023 estimava-se US$ 100 bilhões em vendas globais; em 2024 a previsão subiu para US$ 150 bilhões, reflexo da demanda elevada.
Entre os fatores decisivos está o fim das patentes, previsto para áreas terapêuticas entre 2025 e 2029. A substituição por genéricos e biossimilares pode gerar perdas líquidas próximas de US$ 90 bilhões, segundo projeções de mercado.
O Ozempic, com semaglutida, tem patente expirada em março de 2026 em mercados como China, Índia, Turquia, Canadá e Brasil, segundo dados da indústria. Esses países concentram boa parte da população global e parcela relevante de obesos.
Para evitar frustrações de desempenho, a indústria busca evitar repetição de falhas já vistas com o CagriSema, da Novo Nordisk, diante do sucesso do Zepbound, da Eli Lilly. As ações da Novo Nordisk chegaram a recuar, enquanto a Lilly ultrapassou US$ 1 trilhão em valor de mercado.
Em 2025, Lupin (Índia) fechou acordo com Gan & Lee (China) para vender na Índia a bofanglutida, um análogo de GLP-1 ainda em fase de testes. O fármaco mostra resultados de perda de peso similares ou superiores à semaglutida.
A Lupin atua como quinta maior genérica dos EUA e está presente em mais de 200 países. No Brasil, a parceria com MedQuímica reforça o plano de distribuir bofanglutida, já que a empresa integra o Grupo Lupin desde 2015.
Gan & Lee negocia com o governo brasileiro em PDPs e mira futuras colaborações com relação a GZR4 e bofanglutida. Biocon e Lupin também atuam juntas em alguns mercados, além de parcerias com Viatris/Mylan.
No Brasil, Biomm, controlado pela Biocon, firmou acordo com a Lupin para comercializar um oncologia. Mesmo com esse movimento, Lupin e Biocon seguem como concorrentes no país, com foco também em biossimilares.
No campo das GLP-1, Lupin e MedQuímica planejam oferecer bofanglutida; Biocon e Biomm devem oferecer semaglutida genérica. A corrida por patentes e domínio de cadeias produtivas se intensifica.
A inquietude sobre a aceitação de injeções persiste. Uma pesquisa de 2022 indicou que 63,2% dos adultos têm algum medo de agulhas, o que fomenta o interesse por versões orais. A Wegovy em comprimido chega ao mercado em 2026, segundo previsão.
A Eli Lilly negocia a aprovação do orforglipron, a ser vendido oralmente, com julgamento do FDA previsto para março de 2026. Enquanto isso, o custo-eficiência e a conveniência de apresentações orais permanecem em debate.
Segundo fontes de mercado, o Wegovy oral pode ser tomado sem restrições de horário, diferentemente da semaglutida oral da Novo Nordisk, que exige estômago vazio e intervalo de 30 minutos antes das refeições.
Estimativas de custo indicam variação conforme descontos de seguros públicos e privados, bem como vendas diretas. O relatório aponta que até 2030 o mercado global deve chegar a US$ 95 bilhões, com 24% em versões orais.
A Goldman Sachs projeta que o comprimido da Lilly capture 60% do segmento oral, contra 21% do produto da Novo Nordisk. A venda direta ao paciente ganha espaço com plataformas de pagamento em dinheiro e telessaúde.
A indústria aponta que, a depender de aprovações regulatórias, novas soluções, como um spray nasal de semaglutida em avaliação, podem ampliar ofertas e dinamizar o mercado. A Shanghai Shiling planeja lançar o produto para plataformas eletrônicas.
Essa tendência amplia o espaço para plataformas nacionais nos EUA, China e outros mercados, influenciando preços, acordos de distribuição e estratégias de aquisição e parcerias entre laboratórios.
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