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Guerra no Oriente Médio: investidor eleva aposta de corte da Selic para 25 pb

Conflito no Oriente Médio eleva aversão a risco; mercados projetam corte de 25 pb na Selic este mês, com dólar acima de R$ 5,30 e volatilidade em DIs

Visualização abstrata de dados financeiros com gráfico de linhas brilhantes, barras digitais e fundo de matriz pontilhada, mostrando a tendência do mercado de ações.
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  • A escalada do conflito no Oriente Médio elevou a aversão a ativos de risco e acelerou a alta das taxas de DI no Brasil, com apostas de corte da Selic em 25 pontos-base este mês em vez de 50.
  • A taxa do DI para janeiro de 2028 chegou a 12,9% no fim da tarde, e a ponta longa (janeiro de 2035) marcava 13,58%.
  • O mercado passou a precificar, para o Copom, um corte de 25 pontos-base a partir da reunião de 17 e 18 de março, frente a expectativas anteriores de 50 pontos-base.
  • O dólar ficou acima de R$ 5,30 durante o dia, mas recuou para perto de R$ 5,26 após a sessão, influenciando o cenário cambial e a curva de juros.
  • No cenário macro brasileiro, o IBGE mostrou PIB do quarto trimestre subindo 0,1% ante o trimestre anterior (alta de 2,3% em 2025), enquanto o Caged registrou 112.334 vagas formais em janeiro.

A escalada do conflito no Oriente Médio impactou os mercados globais e elevou as apostas dos investidores brasileiros de que o Banco Central reduzirá a Selic em 25 pontos-base neste mês, em vez de 50. O temor de maior aversão a ativos de risco pressionou o dólar acima de 5,30 reais.

As taxas dos DIs subiram nesta terça-feira, com o DI para janeiro de 2028 atingindo 12,9% ao fim da tarde, alta de 21 pontos-base. Já o DI para janeiro de 2035 operava em 13,58%, com ganho de 19 pontos-base. A alta veio após anúncio de risco no Estreito de Ormuz e declarações sobre ações contra navios.

A tensão cresceu após uma autoridade da Guarda Revolucionária Iraniana afirmar que o país pode atacar qualquer navio que tente passar pelo estreito, que movimenta cerca de 20% do petróleo global. Em paralelo, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que é tarde demais para negociar com o Irã, alimentando o cenário de conflito.

No Brasil, a volatilidade no câmbio manteve o dólar em torno de 5,30 reais. Às 12h14, o DI de 2035 chegou a 13,745%, com alta de 36 pontos-base. O DI de 2028 já havia registrado máxima intradiária de 13,040% pela manhã, com ganho de 35 pontos-base.

Essa movimentação de juros refletiu a avaliação de que o BC poderá reduzir a Selic em 25 pontos-base neste mês, em comparação aos 50 pontos-base cogitados anteriormente. Economistas destacam que a decisão dependerá de como evoluem o cenário externo e a inflação.

Perspectivas do Copom e câmbio

O Copom terá reunião em 17 e 18 de março para decidir sobre a política monetária. O câmbio é considerado termômetro de risco, com o dólar se aproximando de 5,35 reais no início da tarde, mas recuando para cerca de 5,26 reais após volatilidade.

Dados econômicos brasileiros

Entre os indicadores, o IBGE informou PIB do quarto trimestre em alta de 0,1% ante o trimestre anterior, fechando 2025 com alta de 2,3%. O Caged mostrou criação de 112.334 vagas formais em janeiro, acima do esperado pelos analistas.

Contexto externo

Rendimentos de Treasuries apresentaram leve acomodação no fim do dia, com o título de dois anos estável em 3,49% e o de dez anos recuando para 4,042%. As oscilações externas apoiam a leitura de que o ambiente permanece volátil.

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