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Banco Central apoia PF e afasta servidores por indícios de vantagens indevidas

Banco Central apoia PF na terceira fase da Compliance Zero e afasta dois servidores da fiscalização por indícios de vantagens indevidas

Vista aérea do Banco Central do Brasil, no Setor Bancário Sul, em Brasília. (Foto: Pedro França/Agência Senado)
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  • O Banco Central declarou apoio à terceira fase da Operação Compliance Zero e afirmou que o trabalho da Polícia Federal é essencial para esclarecer os fatos.
  • Dois servidores do BC foram afastados preventivamente por indícios de percepção de vantagens indevidas durante revisão de processos de fiscalização e liquidação do Banco Master.
  • Os afastados são Paulo Sérgio Neves de Souza, diretor de Fiscalização e chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária, e Belline Santana, que chefiava o Departamento de Supervisão Bancária.
  • O BC abriu procedimentos correcionais e comunicou formalmente à Polícia Federal sobre os indícios de crime, mantendo o devido processo legal e o direito à ampla defesa.
  • A investigação mira um esquema bilionário de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional, com possíveis práticas de corrupção e obstrução de investigação.

O Banco Central informou apoio à 3ª fase da Operação Compliance Zero e afirmou que a atuação da Polícia Federal é fundamental para esclarecer os fatos. A declaração ocorreu nesta quarta-feira, 4, em meio a investigações sobre supostas vantagens indevidas envolvendo o órgão regulador e o banco Master.

Dois servidores do BC foram afastados pelo ministro André Mendonça, do STF, por suposto envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Eles ocupavam funções de fiscalização e supervisão no setor responsável pela liquidação de instituições financeiras.

Paulo Sérgio Neves de Souza era diretor de Fiscalização e chefe-adjunto do Desup, responsável por monitorar a estabilidade do sistema. Belline Santana chefiava o Departamento de Supervisão Bancária e teria enviado documentos ao Ministério Público Federal sobre apurações envolvendo o banco.

Medidas adotadas pelo BC

O BC informou que identificou indícios de vantagens indevidas durante revisão interna de processos de fiscalização e liquidação. Os funcionários foram afastados cautelarmente e tiveram acesso cortado às dependências e sistemas da instituição.

Procedimentos correcionais foram instaurados para apurar os fatos, com comunicação formal à Polícia Federal sobre indícios de crime. O BC ressaltou que, respeitado o devido processo legal, as condutas infracionais receberão resposta sancionatória compatível com a lei.

A investigação chegou aos servidores após o BC compartilhar informações com a PF, incluindo cruzamento de dados de documentos e conteúdos de celulares apreendidos com alvos da operação. A terceira fase apura esquema de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional, além de possíveis corrupção e obstrução de investigação.

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