Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Alfândega dos EUA deverá reembolsar tarifas consideradas ilegais da era Trump

Juiz determina que Alfândega dos EUA reembolse tarifas ilegais cobradas na era Trump, com juros, impactando milhões de remessas

Presidente dos EUA, Donald Trump, apresenta suas tarifas na Casa Branca, em Washington 02/04/2025
0:00
Carregando...
0:00
  • O juiz Richard Eaton, do Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, determinou que o governo reembolse tarifas consideradas ilegais cobradas durante a gestão de Donald Trump, com juros.
  • A Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) deve finalizar o custo de entrada das remessas sem a cobrança da tarifa, permitindo os reembolsos aos importadores.
  • O processo envolve a liquidação de entradas, com o custo final definido cerca de 314 dias após a entrada, e pode exigir revisão manual de mais de 70 milhões de entradas.
  • O juiz marcou audiência para sexta-feira (6) para atualizações sobre os planos de reembolso; Eaton é apontado como o único magistrado responsável por julgar esses casos.
  • O governo arrecadou mais de US$ 130 bilhões em tarifas consideradas ilegais; a Suprema Corte não forneceu orientações sobre como emitir os reembolsos, no âmbito de ação movida pela Atmus Filtration, que diz ter pago cerca de US$ 11 milhões.

Um juiz do Tribunal de Comércio Internacional dos EUA ordenou que o governo inicie o reembolso de tarifas consideradas ilegais, cobradas durante a política comercial de Donald Trump. A decisão, anunciada na quarta-feira (4), determina que bilhões de dólares sejam devolvidos aos importadores que pagaram as tarifas, com juros incluídos.

O magistrado Richard Eaton determinou que a Alfândega e Proteção de Fronteiras finalize o custo de entrada das remessas sem a cobrança da tarifa, permitindo o ressarcimento aos importadores. A medida envolve o processo de liquidação, pelo qual o valor estimado pago na entrada é ajustado cerca de 314 dias depois.

Eaton indicou que a agência deve programar o sistema para emitir os reembolsos, que costumam ocorrer quando há pagamento excessivo de impostos estimados. A audiência ocorreu na própria quarta-feira, e o juiz solicitou atualizações sobre os planos de reembolso para a próxima sexta-feira (6).

Proposta de reembolso e impactos

A Alfândega classificou a tarefa de recalcular custos de entrada sem tarifas como inédita em escala, estimando a necessidade de revisar mais de 70 milhões de entradas. Em documentos judiciais, a agência indicou que o prazo para avaliar opções de pagamento poderia passar até quatro meses. Não houve resposta oficial ao pedido de comentário.

Diante da decisão, analistas destacam que o governo poderá contestar o alcance da determinação ou solicitar mais tempo para executar a tarefa, dada a dimensão do trabalho. O processo envolve casos individuais de reembolso sob a interpretação da norma associada à política comercial de 2018 a 2020.

A ação que resultou na determinação foi movida pela Atmus Filtration, que afirmou ter pago cerca de US$ 11 milhões em tarifas consideradas ilegais. Os representantes da empresa não se manifestaram ao longo do processo.

O governo dos EUA arrecadou mais de US$ 130 bilhões com tarifas consideradas ilegais durante a administração anterior, dinheiro que ficou sujeito a revisões após a decisão do Supremo Tribunal. A Suprema Corte não havia emitido orientações específicas sobre reembolsos, gerando dúvidas entre importadores e autoridades.

A audiência anterior marcou o início de uma fase em que a Justiça busca esclarecer como operacionalizar os reembolsos de tarifas sob a atual interpretação legal. O tribunal não informou datas adicionais, além da sessão marcada para esta sexta-feira.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais