- O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, afirmou que o conflito no Irã pode favorecer as exportações de combustíveis do Brasil, com provável alta do preço do petróleo.
- Brandão destacou que ainda há grande incerteza sobre a continuidade e os desdobramentos do conflito.
- Segundo ele, o impacto sobre as exportações de alimentos seria negativo e temporário, mas a demanda nesses países tende a se manter.
- Dados do MDIC apontam que cerca de 32% do milho brasileiro vão para o Oriente Médio, 30% para carne de aves, 17% para açúcar e 7% para carne bovina.
O Ministério da Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontou que o conflito militar no Irã pode favorecer as exportações de combustíveis do Brasil, ao passo que pode haver um impacto negativo temporário nas vendas de alimentos. A avaliação foi feita pelo diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, nesta quinta-feira (5).
Brandão destacou que o conflito no Oriente Médio tende a pressionar o preço do petróleo. Como o Brasil é exportador líquido de petróleo, a elevação dos preços pode ampliar o saldo da balança de combustíveis, segundo o técnico do MDIC, em comentário aos dados da balança comercial.
Quanto aos alimentos, o especialista afirmou que o Irã e outros países da região são compradores relevantes de carne de aves, milho e produtos halal brasileiros. Logo, pode haver impacto temporário, mas a demanda não deve recuar a longo prazo.
Dados apresentados pelo MDIC mostram a participação de mercado para o milho brasileiro: cerca de 32% das exportações vão para o Oriente Médio. Em carne de aves, o alvo é de 30%; açúcar, 17%; e carne bovina, 7%.
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