- Keeta demitiu quase 200 trabalhadores no Rio de Janeiro após adiar a estreia na cidade.
- A decisão ocorreu após o adiamento do lançamento, que seria no fim de fevereiro em hotel da Zona Sul, e o evento foi cancelado sem nova data.
- Executivos apontam contratos de exclusividade com restaurantes como entraves à entrada de estabelecimentos populares na nova plataforma.
- As operações em São Paulo permanecem inalteradas e 1.200 empregos existentes serão mantidos, com foco no desenvolvimento na região.
- A Keeta, plataforma do grupo Meituan, mantém o compromisso com o Brasil e projeta investir R$ 5,6 bilhões em cinco anos, acusando iFood e 99 de práticas anticoncorrenciais.
A Keeta, plataforma de delivery de comida ligada ao grupo Meituan, demitiu quase 200 funcionários no Rio de Janeiro após adiar a inauguração da operação na cidade. A decisão ocorre em meio a um recuo no ritmo de expansão no estado, enquanto as atividades em São Paulo permanecem inalteradas.
O lançamento no Rio estava previsto para o fim de fevereiro, em um hotel de luxo da Zona Sul, mas foi cancelado sem definição de nova data. Nos bastidores, executivos apontam entraves contratuais com restaurantes e lanchonetes locais, que teriam criado barreiras à entrada da plataforma.
Contexto de mercado
A companhia informou que o atraso no Rio visa aprimorar padrões de serviço antes de avançar com a expansão geográfica. Em nota, a Keeta confirmou os desligamentos na equipe do Rio, sem detalhar perfis.
A empresa assegura que os 1.200 empregos existentes serão mantidos, com foco no desenvolvimento das operações em São Paulo. O plano é investir R$ 5,6 bilhões ao longo de cinco anos, segundo a empresa.
Desde o início de suas atividades no Brasil, a Keeta tem sido alvo de críticas por supostas práticas anticoncorrenciais atribuídas a concorrentes como iFood e 99, segundo a própria empresa.
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