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Link faz rodada para abrir campi nos EUA, Europa e Ásia

Link School levanta R$ 55 milhões para ampliar campi nos EUA, Europa e Ásia; valuation post-money em R$ 550 milhões e meta de quinze campi em três anos

Link faz rodada para criar campi nos EUA, Europa e Ásia
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  • A Link School of Business recebeu aprovação para captar R$ 55 milhões, avaliada em R$ 550 milhões post-money, para ampliar atuação internacional.
  • A maior parte dos recursos virá da base atual de acionistas, com interesse de 60% dos acionistas em exercer direito de preferência e mais R$ 7 milhões já committed.
  • O fundador e CEO é Alvaro Schocair, e, apesar da diluição, ele manterá o controle do negócio.
  • A Link já possui três campi no exterior (Boston, Vale do Silício e Madrid) e pretende chegar a quinze nos próximos três anos, sendo dois novos espaços em 2026 nos Estados Unidos e na Ásia, possivelmente em Xangai.
  • Hoje, 95% da receita vem das mensalidades de R$ 13,5 mil por mês; a aceleradora de venture capital investiu em vinte das duzentas startups criadas, e o VC pode se tornar a principal fonte de receita no futuro.

A Link School of Business, instituição brasileira voltada à formação de empreendedores, capta 55 milhões de reais para ampliar sua presença global. A rodada foi aprovada ontem e eleva a avaliação post-money da empresa para 550 milhões de reais. O recurso virá majoritariamente de acionistas atuais, com perspectiva de atrair novos investidores.

O fundador e CEO, Alvaro Schocair, disse ao Brazil Journal que a captação já nasce quase fechada, com 60% dos acionistas interessados em exercer o direito de preferência e outros 7 milhões já comprometidos em reuniões realizadas.

Esta é a segunda captação da Link desde a criação da empresa, há seis anos. Em 2020, a rodada inicial levantou 7,5 milhões de reais, envolvendo 43 investidores pessoas físicas.

Expansão internacional

Alvaro foi um dos fundadores da Tarpon Investimentos e manteve participação relevante na Link. O grupo atual de investidores tem participação combinada de 20% no capital, enquanto ele detém 65%, Luísa Azevedo 10% e nove executivos os 5% restantes. A diluição do fundador é esperada, mas o controle permanece com ele.

A Link já opera com campi em Boston, Silicon Valley e Madrid e planeja chegar a 15 unidades nos próximos três anos, com os recursos da captação. Em 2026, a meta é abrir dois novos espaços, nos Estados Unidos e na Ásia, possivelmente em Xangai.

Os espaços funcionam como dormitórios para programas de dois meses, com universidades parceiras e atividades específicas da Link. Alunos podem participar de múltiplos programas ao longo da graduação.

Os campi também hospedam hackathons e cursos específicos, gerando receita adicional. Em Palo Alto, as aulas ocorrem em instituições parceiras; em Boston, em parceria com Babson e Harvard; em Madrid, com IES.

Modelo de negócios e finanças

Hoje, 95% da receita da Link vem das mensalidades, que somam 13,5 mil reais por mês. O restante vem de investimentos de venture capital por meio de dividendos e saídas de startups investidas.

A instituição possui 320 vagas de graduação aprovadas pelo MEC e cerca de 1,2 mil alunos entre graduação e MBA. A receita de 2025 foi de 130 milhões de reais, com EBITDA de 50 milhões. A projeção para este ano é de 165 milhões.

A meta de crescimento não é ampliar o número de alunos, mas aumentar o conjunto de startups bem-sucedidas criadas pelos estudantes. O fundador estima que, com 50 a 60 investimentos na aceleradora, o VC pode se tornar a principal fonte de receita em 10 a 20 anos.

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