- No dia 16 de março, México e Estados Unidos iniciarão as discussões bilaterais para a próxima revisão do TMEC, com a primeira rodada em Washington.
- Os temas incluem regras de origem, como aumentar a produção, integração regional e segurança nas cadeias de fornecimento.
- Também será discutida a redução da dependência de importações provenientes de outras regiões.
- A Assessoria de Comércio dos EUA orientou negociadores a abrir uma discussão preliminar sobre medidas para assegurar que os benefícios do TMEC atinjam principalmente as partes.
- Analistas veem a possibilidade de o TMEC se manter após a revisão, com atenção especial às regras de origem, especialmente na indústria automotiva e em setores como computação.
México e Estados Unidos iniciarão negociações bilaterais sobre o TMEC em duas semanas, marcando o início da preparação para a próxima revisão, prevista para julho. A primeira rodada ocorre a partir de 16 de março, em Washington, com foco em regras de origem, produção e segurança das cadeias de suprimentos.
Segundo o secretário de Economia mexicano, Marcelo Ebrard, os temas incluem aumentar a produção, integrar as economias e fortalecer a segurança das cadeias de fornecimento. A reunião inicial servirá para alinhavar pautas e objetivos entre os dois países.
A Secretaria de Economia informou que também serão discutidas a redução da dependência de importações de outras regiões e medidas para assegurar que os benefícios do acordo beneficiem principalmente as partes envolvidas. A USTR afirmou ter instruído negociadores para esse encaminhamento.
Horas antes, durante evento em Cidade do México, o secretário da Fazenda, Édgar Amador, destacou a vantagem de México no comércio externo, com dados de aranceles até dezembro de 2025. Segundo ele, a taxa efetiva de 4,4% no principal mercado está abaixo de rivais como a China.
Ainda no mesmo debate, o economista Sergio Kurzyn afirmou que o TMEC deve permanecer, com ajustes possivelmente em regras de origem. A executiva Gabriela Siller, do Banco Base, ressaltou que a indústria automotiva deverá ser o principal foco da revisão.
Mexico e Canadá contaram com o TMEC para evitar o imposto global de 10% imposto por Donald Trump. O acordo ainda não elimina tarifas setoriais sobre setores como automóveis, cobre e aço, entre outros, conforme as regras vigentes.
O futuro do TMEC segue no centro das atenções. O governo mexicano aposta na integração regional, já que mais de 80% das exportações do país vão para os EUA, totalizando acima de 534 bilhões de dólares anuais. A próxima rodada será decisiva para o equilíbrio entre as partes.
Entre na conversa da comunidade