- Em fevereiro, a economia dos Estados Unidos fechou 92 mil vagas de trabalho, e a taxa de desemprego subiu para 4,4%.
- O relatório também revisou para baixo a criação de empregos em janeiro, de 126 mil para menos, após o mês anterior ter sido divulgado.
- A queda de fevereiro foi influenciada pela greve de 31 mil trabalhadores do setor de saúde da Kaiser Permanente e pelo inverno rigoroso.
- Economistas apontaram que o ganho de empregos em janeiro foi impulsionado por uma atualização do modelo usado pelo órgão para estimar contratações e desligamentos.
- O Federal Reserve deve manter a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% na reunião de 17 e 18 de março.
O mercado de trabalho dos EUA fechou fevereiro com perda de vagas, em meio a uma greve no setor de saúde e ao inverno rigoroso. A taxa de desemprego subiu para 4,4%. Os números foram divulgados pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho nesta sexta-feira (6).
Houve redução de 92 mil postos no mês, após uma revisão para baixo de 126 mil vagas em janeiro. Economistas consultados pela Reuters projetavam abertura de 59 mil vagas, contra 130 mil inicialmente reportados.
As estimativas para fevereiro variaram entre perda de 9 mil e ganho de 125 mil posições. A greve de 31 mil trabalhadores da Kaiser Permanente, associada ao clima, contribuiu para o recuo, que também refletiu o forte desempenho de janeiro. A greve na Califórnia e no Havaí já terminou.
Contexto econômico
O mercado de trabalho mostra sinais de estabilização após o impulso de janeiro, que teve de vir de atualizações do modelo de estimativa de criação de empregos usadas pelo BLS. A greve na Califórnia e no Havaí encerrou-se.
A alta da taxa de desemprego ocorreu apesar de a leitura de fevereiro permanecer abaixo de patamares históricos. Analistas destacam que preocupações aumentam se a taxa superar 4,5%.
Inflação, tarifas e política monetária
A inflação associada a conflitos no Oriente Médio manteve expectativas de adiamento de cortes da taxa de juros pelo Federal Reserve. O órgão deve se reunir em 17 e 18 de março, com expectativa de manter a taxa entre 3,50% e 3,75%.
Dados de varejo apontam pressões recentes no preço da gasolina, influenciados por tensões regionais. O quadro econômico global continua a influenciar as decisões de política monetária dos EUA.
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