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Tarifas, assimetrias e regras de origem preocupam o México na revisão do TMEC

Mexico avança na revisão do TMEC após consulta a 2.900 empresários; há consenso sobre benefícios, e preocupações com tarifas, regras de origem e medidas unilaterais

Marcelo Ebrard, Dominic LeBlanc, en la Ciudad de México, el 16 de febrero.
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  • Após consulta com cerca de 2.900 empresários e industriais mexicanos, o governo divulgou resultados destacando preocupações sobre aranceles, regras de origem, o mecanismo laboral de resposta rápida e práticas de comércio no setor agropecuário.
  • O secretário de Economia, Marcelo Ebrard, disse que há amplo consenso de que o TMEC é fundamental para a economia do país e que a avaliação trilateral ocorre em julho.
  • O documento aponta que o comércio entre os três países envolve mais de 834 bilhões de dólares e que o TMEC efetiva impactos variados, com benefícios mais imediatos no Norte e barreiras no Sul.
  • O México planeja enviar propostas a Washington sobre regras de origem, cadeias de suprimento e redução de importações da Ásia; conversas bilaterais com o Canadá devem começar em maio.
  • A economia ressalta que o TMEC ampliou o comércio regional desde a sua vigência, embora haja tensões entre dependência regional e a necessidade de reforçar a integração.

El proceso de revisión del TMEC avança no México. A Secretaria de Economia divulgou nesta segunda-feira os resultados de consultas públicas com 2.900 empresários e industriais. O objetivo é mapear impactos, oportunidades e ajustes necessários ao acordo trilateral com EUA e Canadá.

Os empresários apontaram preocupações com tarifas dos EUA, critérios de regras de origem, aplicação de medidas de proteção trabalhista e possíveis práticas desleais no setor agropecuário. O documento também menciona custos de conformidade técnica e entraves logísticos.

Marcelo Ebrard, titular da Economia, afirmou que existe um amplo consenso sobre a importância do TMEC para a economia mexicana, especialmente diante da avaliação trilateral prevista para julho. Ele destacou a necessidade de manter o acordo para evitar impactos adversos.

Regras de origem e próximos passos

Ainda segundo o relatório, México e Canadá devem iniciar, em maio, conversas bilaterais sobre regras de origem. Também estão previstas discussões para fortalecer cadeias de suprimento e reduzir dependência de importações da Ásia.

Luis Rosendo Gutiérrez, subsecretário de Comércio Exterior, informou que as equipes viajarão a Washington na próxima semana para tratar das regras de origem e de facilitação comercial. O objetivo é avançar rumo a uma conclusão até 1º de julho.

Impacto econômico e regional

Dados da Economia indicam que México exporta cerca de 334 bilhões de dólares aos EUA, 16,2% do total exportado pelo país. Mais de 50 mil pequenas e médias empresas americanas exportam para o México, fortalecendo mercados no norte do país.

O estudo destaca que o TMEC ampliou o comércio regional desde a sua assinatura, mas os benefícios são assimétricos. O Norte, com maior industrialização, colhe ganhos mais rápidos; o Sul enfrenta barreiras para integração plena.

Perspectiva e contexto

O documento esclarece que não representa uma posição oficial do governo, mas sistematiza percepções de diversos atores. O TMEC permanece em foco estratégico, com debate público e técnico sobre mecanismos de cooperação e competitividade regional.

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