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Transparência no mercado de gás não pode ser opcional

Sem dados confiáveis das transportadoras, ANP não aplica o RCM, destacando a urgência de transparência para tarifas mais justas

OPINIÃO. No mercado de gás, transparência não pode ser opcional
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  • A ANP cortou em cerca de R$ 3,3 bilhões a Base Regulatória de Ativos pedida por TAG, NTS e TBG na revisão tarifária do transporte de gás natural, glosando investimentos e ajustando valores considerados inconsistentes.
  • A decisão ocorreu sem aplicar a nova metodologia do Capital Recuperado (RCM) por falta de informações confiáveis fornecidas pelas transportadoras, não por opção técnica.
  • Segundo a ANP, houve precariedade nas informações, com falhas na documentação de ativos, divergências de depreciação e dados incompletos sobre investimentos.
  • O texto defende que não houve problema de método, e sim de cooperação das reguladas; aplicar o RCM seria ampliar transparência, reduzir distorções e alinhar custos à utilidade econômica.
  • O objetivo é usar o RCM como padrão, preservando contraditório e consulta pública, para evitar opacidade e garantir modicidade tarifária e proteção ao consumidor.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) reduziu em cerca de R$ 3,3 bilhões a Base Regulatória de Ativos (BRA) para o transporte de gás natural, pleiteada por TAG, NTS e TBG. A decisão, tomada na ausência de informações consideradas confiáveis, ajustou valores e investidas não autorizadas ou inconsistentes.

Segundo a ANP, a motivação não foi técnica, mas pela falta de dados fornecidos pelas transportadoras. Documentos mostram precariedade em cadastros de ativos, divergências de depreciação e lacunas em autorizações, o que comprometeu a aplicação de uma metodologia mais recente.

A discussão envolve a adoção do Método do Capital Recuperado (RCM), que exigir granularidade contábil e rastreabilidade regulatória. A ANP afirma que o RCM corrige distorções históricas e alinha remuneração à utilidade econômica dos ativos.

Pelo entendimento da agência, não houve cooperação suficiente por parte das transportadoras para sustentar a aplicação do RCM. A alternativa seria manter a metodologia atual, o que, segundo a ANP, reforçaria distorções e elevaria tarifas para o consumidor.

O debate se aproxima de padrões internacionais, onde reguladores costumam atuar diante de inconsistências documentais com ajustes de valor. O texto técnico da ANP reforça a necessidade de transparência para proteger concorrência, consumidor e modicidade tarifária.

A direção da ANP defende avançar na transição metodológica, mantendo contraditório e consulta pública. A ideia é que o RCM permaneça como pilar da revisão tarifária, com revisão de dados mediante documentação comprobatória.

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