- Pesquisa Datafolha aponta que 46% dos brasileiros avaliam que a economia piorou entre dezembro de 2025 e março de 2026, mesmo com desemprego em patamar histórico baixo.
- No futuro, 35% dizem que a economia vai piorar, enquanto 30% esperam melhora, indicando pessimismo persistente em relação ao cenário econômico.
- A percepção sobre a própria situação financeira também ficou mais negativa: 33% veem piora, 30% enxergam melhora, e o otimismo ficou em 51%.
- Em relação ao mercado de trabalho, 48% esperam aumento do desemprego, enquanto 21% acreditam que ocorrerá queda.
- O pessimismo é assimétrico entre grupos: 57% entre evangélicos, 65% entre empresários e 77% entre eleitores de Flávio Bolsonaro, contrastando com 14% entre eleitores de Lula.
O Datafolha aponta queda da confiança na economia brasileira, embora indicadores como o desemprego permaneçam em patamares baixos. A pesquisa, divulgada hoje, mostrou 46% dos brasileiros dizendo que a economia piorou, subindo de 41% em dezembro para março.
Foram ouvidos 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, em 137 municípios, entre 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo também apura percepção sobre a própria situação financeira.
Avaliando o cenário futuro, houve aumento do pessimismo quanto ao desemprego e à inflação. Mesmo com as contas públicas mais tranquilas, o humor dos entrevistados recuou em relação a meses anteriores.
Mudanças na percepção geral
A avaliação de melhoria da economia caiu de 29% para 24% na última rodada. Já a proporção de quem vê piora na econômica geral subiu para 46%. O levantamento também aponta queda no otimismo com a renda pessoal.
A pesquisa registra variação significativa por grupo. Entre evangélicos, 57% avaliam piora; entre empresários, 65%; entre eleitores de Flávio Bolsonaro, 77%. Em contraste, 14% dos eleitores de Lula veem piora.
Projeções para o futuro
A parcela que espera piora da economia subiu para 35%, ante 21% em dezembro. Já a expectativa de melhora caiu de 46% para 30%. Em julho do ano passado, o otimismo chegou a 45%.
Entre os grupos, há maior otimismo entre quem ganha até dois salários mínimos (33%) e entre pretos (32%) e pardos (31%). O Nordeste apresenta 36% de otimismo, frente a 25% no Sudeste.
Dados de emprego
A percepção sobre o mercado de trabalho aponta incremento do pessimismo: 48% acreditam em aumento do desemprego, ante 42% no levantamento anterior. O índice é o maior do atual mandato, mas dentro da margem de erro pode igualar 46% de 2023/2024.
Apenas 21% estimam queda do desemprego, menor valor registrado na gestão atual. O IBGE mostrou taxa de desemprego de 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, estável frente ao período anterior.
Expectativas econômicas dos brasileiros
A maioria, 61%, acredita em alta da inflação nos meses seguintes. Apenas 11% preveem queda, 23% esperam estabilidade. O mercado financeiro projeta IPCA de 3,91% no fim de 2026.
Quanto ao poder de compra, 39% esperam salário menor, 32% acreditam em aumento. O estudo está registrado no TSE sob o código BR-03715/2026.
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