- O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o ministério pode acionar a Polícia Federal contra distribuidoras e postos que alegam o conflito no Oriente Médio para justificar aumentos nos preços.
- Ele disse que não existe falta de combustível, e que há especulação criminosa; serão aplicadas multas, operações e envolvimento da Polícia Federal.
- Silveira destacou a autossuficiência do Brasil em petróleo, importando cerca de 27% do diesel e 15% da gasolina.
- Na terça-feira, a Secretaria Nacional do Consumidor encaminhou ao Cade um pedido para investigar os aumentos nos preços dos combustíveis.
- Sindicatos apontaram que distribuidoras em quatro estados e no Distrito Federal elevaram preços sem reajuste oficial pela Petrobras, atribuindo o movimento ao preço internacional do petróleo e aos ataques no Oriente Médio.
O ministro Alexandre Silveira, da Minas e Energia, disse nesta quarta-feira que o MEC pode acionar a Polícia Federal contra distribuidoras e postos que atribuem o aumento de preços dos combustíveis a conflitos no Oriente Médio sem reajuste oficial da Petrobras. A declaração ocorreu após audiência na Câmara dos Deputados.
Silveira afirmou que não houve falta de combustível nos postos, mas sim especulação criminosa por parte de distribuidores e revendedores. Segundo ele, multas serão aplicadas, operações serão realizadas e a PF envolvida para coibir a prática.
O ministro destacou que o Brasil é exportador de petróleo e importa parte do diesel e da gasolina usados no país, o que o torna menos vulnerável a cenários externos. Dados apresentados: o país importa cerca de 27% do diesel e 15% da gasolina.
Na terça-feira, a Secretaria Nacional do Consumidor encaminhou um ofício ao Cade solicitando investigação sobre os aumentos nos preços dos combustíveis. Representantes de sindicatos disseram que distribuidoras em quatro estados e no Distrito Federal elevavam preços, apesar de a Petrobras não ter anunciado reajustes nas refinarias.
Segundo os sindicalistas, o repasse seria justificado pela alta internacional do petróleo e pelos ataques no Oriente Médio. O objetivo do encaminhamento ao Cade é apurar se houve prática anticompetitiva ou abusos de mercado.
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