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Quase metade dos brasileiros diz que a economia piorou nos últimos 12 meses

Quaest: 48% dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses, derrubando o otimismo para o próximo ano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em discurso no Fórum Economia Azul e Finanças, na França — Foto: Ludovic Marin/Reuters
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  • 48% dos entrevistados dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses; entre eleitores independentes, esse percentual é 50%.
  • 41% acreditam que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, enquanto 34% dizem que vai piorar.
  • No conjunto, 58% avaliam que o preço dos alimentos subiu; 16% dizem que caiu e 24% que ficou igual.
  • 64% afirmam que conseguem comprar menos do que um ano atrás, 14% conseguem comprar mais e 21% não houve mudança.
  • No mercado de trabalho, 50% acham que está mais difícil conseguir emprego, e 40% dizem que está mais fácil.

A Quaest divulgou nesta quarta-feira (11) dados de uma pesquisa realizada entre 6 e 9 de março, encomendada pela Genial Investimentos. O estudo ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais e aponta que 48% dos entrevistados avaliam que a economia piorou nos últimos 12 meses. O índice era 43% em janeiro e fevereiro.

Outros 24% disseram que a economia melhorou, enquanto 26% acreditam que ficou do mesmo jeito. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Expectativas para o futuro da economia

Entre os eleitores independentes, que respondem por 32% do eleitorado, 50% consideram que a economia vai piorar nos próximos 12 meses. A visão menos otimista acompanha a tendência geral, com 41% esperando melhora e 34% prevendo piora.

  • Vai melhorar: 41% (em fevereiro eram 43%)
  • Vai piorar: 34% (eram 29%)
  • Vai permanecer: 21% (eram 24%)

Preço dos alimentos e poder de compra

Sobre o preço dos alimentos, 58% afirmam que subiu, 24% que ficou estável e 16% que caiu. Em relação ao poder de compra, 64% dizem que conseguem comprar menos que há um ano, 14% afirmam comprar mais e 21% notam pouca diferença.

Mercado de trabalho

Na percepção sobre o mercado de trabalho, 50% enxergam maior dificuldade para conseguir emprego, enquanto 40% relatam que está mais fácil. Os demais 10% consideram o panorama estável ou não responderam.

Detalhes metodológicos e contexto

O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e foi realizado com 2.004 pessoas a partir de 16 anos. A margem de confiança indicada é de 95%.

Sobre o significado dos dados

A pesquisa aponta um ambiente econômico com menor otimismo em ano eleitoral, com impactos por grupo de eleitores e expectativas para o próximo ano. Os dados são úteis para entender percepções públicas sobre renda, consumo e emprego.

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