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Plano de Sérgio Saurin para criar novo gigante brasileiro de fertilizantes

Nova empresa de fertilizantes mira expansão nacional com foco em solos locais, objetivo de crescer para R$ 1 bilhão em três anos e reduzir a dependência de importados

Sergio Saurin vai em busca de mercado de quem está de olho no cuidado do solo
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  • A fusão entre Massari Fértil e Morro Verde está concluída; a nova empresa mira alcançar R$ 1 bilhão de receita em até três anos, partindo de R$ 500 milhões atuais.
  • A expansão geográfica já começou, com plantas em desenvolvimento em Mato Grosso, Goiás e Paraná, buscando cobrir cerca de setenta e cinco por cento do potencial agrícola brasileiro.
  • O modelo de negócio foca em soluções agronômicas que combinam minerais nacionais com biologia do solo, reduzindo a dependência de insumos importados.
  • A governança prevê estrutura próxima à de companhia de capital aberto; Jorge Fernandes atua como COO, e a Ore Investments mantém participação relevante na empresa resultante.
  • Há interesse em mercados internacionais com solos tropicais, como Paraguai, Bolívia, África e Indonésia, sem transformar a empresa em exportadora tradicional, além de enfrentar o ambiente de margens desafiadoras no setor.

A fusão entre Massari Fértil e Morro Verde resultou na formação de uma nova companhia de fertilizantes, que ainda aguarda o nome definitivo. O fundador Sérgio Ailton Saurin, CEO do grupo, traça planos de dobrar o faturamento concomitantemente ao equilíbrio entre produção mineral e biologia do solo.

A operação, concluída há dois meses, envolve a Massari, com mina de calcário em Salto de Pirapora (SP), e a Morro Verde, produtora de fosfato em Pratápolis (MG). A nova estrutura mira um crescimento de até 3 anos para chegar a 1 bilhão de reais em receita.

Saurin afirma que o objetivo não é apenas ampliar números: a empresa busca ampliar presença em território nacional e reduzir dependência de importados no setor de fertilizantes. A projeção prevê ampliar market share para 2,5% a 3% com o crescimento.

Geograficamente, a expansão já começou antes da fusão. Hoje a Massari atua em São Paulo, MS, TO, com plantas em Formoso do Araguaia e Bodoquena. Novas plantas devem surgir no Mato Grosso, Goiás e Paraná, além de Minas Gerais pela Morro Verde.

O modelo da empresa não se resume à distribuição; trata-se de oferecer “soluções agronômicas” que combinam minerais com biologia do solo. O portfólio soma mais de 500 produtos registrados no MAPA, com foco em análises de solo.

A Morro Verde traz fosfato natural reativo, conhecido como linha FNR. A Massari combina calcário dolomítico com enxofre, na linha DGMS. A integração dessas linhas forma o eixo central da oferta da nova empresa.

A estratégia é reduzir a dependência de importados, que hoje atende cerca de 40 milhões de toneladas anuais no Brasil, com 80% a 90% vindos do exterior. A empresa pretende empregar minerais nacionais, aliados à biologia do solo, para melhorar a eficiência.

O modelo envolve pesquisas em solos tropicais, com parcerias com universidades. A Massari investe em desenvolvimento de produtos que integrem biológicos aos fertilizantes minerais, sem abrir mão da mineração. A governança passa a ter estrutura próxima a empresa de capital aberto.

A Ore Investments, controladora da Morro Verde, segue como acionista relevante. O crescimento depende de captação externa para financiar a expansão, segundo o novo COO, Jorge Fernandes. A direção planeja atuar também fora do Brasil, em mercados com solos tropicais.

No horizonte, surgem possibilidades de exportação de tecnologia agronômica para Paraguai, Bolívia, África e Indonésia, sem transformar a companhia em exportadora tradicional. A proposta é levar a solução agronômica a produtores de regiões tropicais globais.

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