- O conflito no Oriente Médio eleva os preços do petróleo e, com isso, o custo do combustível de aviação dispara, pressionando tarifas.
- Companhias aéreas anunciaram aumentos de tarifas para compensar o combustível mais caro, incluindo Cathay Pacific, AirAsia, Thai Airways e Air New Zealand.
- O custo do combustível já dobrou neste mês para a Cathay Pacific, que atualizou sobretaxas de combustível a partir de 18 de março.
- Há cancelamentos e reduções de voos em várias empresas: United Airlines planeja cancelar cerca de cinco por cento dos voos deste ano; SAS deverá cancelar pelo menos mil voos em abril; Vietnam Airlines suspenderá 23 voos semanais a partir de 1º de abril.
- Especialistas dizem que as tarifas podem permanecer elevadas por meses, mesmo se a situação no conflito se acalmar.
Travellers enfrentam alta de tarifas aéreas e redução de malhas devido à escalada do preço do combustível após ataques no Oriente Médio. A guerra entre EUA/Israel e Irã eleva o preço do petróleo e prejudica o transporte pelo estreito de Hormuz, elevando o custo do Jet A-1.
Especialistas afirmam que os bilhetes devem manter valores elevados por meses, mesmo com possível desescalada do conflito. Rigas Doganis, ex-diretor da Olympic Airways, ressalta que as companhias precisam equilibrar demanda e custo de combustível, descrevendo o cenário como uma tempestade perfeita para o setor.
Ações de companhias aéreas
Entre as empresas que já ajustaram tarifas, CX, AirAsia e Thai Airways anunciaram aumentos para compensar o encarecimento do combustível. A Cathay Pacific informou que o combustível já representa o dobro da média dos dois meses anteriores e atualizou sobretaxas a partir de 18 de março.
A AirAsia confirmou elevação temporária de preços e sobretaxas, com revisão de tarifas conforme o mercado. A Thai Airways estima alta de 10% a 15% nas passagens, e a Qantas elevou tarifas conforme a rota.
Outros impactos e ajustes
A Scandinavian SAS prevê cancelamento de mil voos em abril por elevação de preços do combustível, com cortes adicionais após a Páscoa. A United Airlines comunicou reduzir cerca de 5% dos voos planejados neste ano, citando o aumento expressivo dos custos de combustível.
A Air New Zealand também elevou tarifas, com cortes de 5% de serviços e cancelamentos que afetam milhares de passageiros entre 16 de março e 3 de maio. Companhias com hedge de combustível mantêm parte de seus custos sob controle, segundo fontes da Reuters.
Cenário operacional na Ásia e Oceania
Na Vietnã, a restrição no fornecimento de Jet A-1, causada pelo conflito, levou a suspensão temporária de voos de várias rotas domésticas, somando 23 voos semanais. A medida acompanha ajustes de capacidade diante de pressões na cadeia de abastecimento.
Na reação global, operadoras como Lufthansa e Ryanair mantêm parte dos custos fixos por meio de hedging, buscando reduzir impactos. A situação pressiona companhias com maiores exposição ao custo do combustível e pode influenciar a disponibilidade de voos.
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