- O Bitcoin disparou 3,7% nas últimas 24 horas, sendo negociado perto de US$ 74.196 às 11h10, segundo o CoinGecko.
- O ouro caiu cerca de 7% desde o início do conflito entre EUA e Irã, enquanto o Bitcoin acumula ganhos de 11%.
- O petróleo segue em alta, cotado a US$ 99,25 por barril, com alta de quase 28% desde a baixa de 9 de março.
- Analistas apontam que a alta do Bitcoin está ligada a consequências macroeconômicas, como elevação de preços, crescimento fraco e déficit fiscal, e não apenas ao conflito.
- Dados de opções sugerem potencial de alta, com zonas de gamma próximo a US$ 75 mil e investidores de longo prazo mantendo posição, mesmo diante da tensão geopolítica.
Bitcoin voltou a valorizar neste fim de semana e abriu a segunda-feira em alta, mantendo o viés de recuperação diante do conflito no Oriente Médio. O ativo subiu 3,7% nas últimas 24 horas e era negociado por volta de US$ 74.196 às 11h10, segundo dados do CoinGecko. A elevação ocorre em meio à escalada geopolítica entre EUA e Irã, que já dura três semanas.
O ouro, tradicional ativo de refugio, registrou queda de cerca de 7% desde o início do conflito em 28 de fevereiro. O petróleo bruto, por sua vez, avançou, sendo cotado a US$ 99,25 o barril, com alta próxima de 28% desde a semana anterior, mas ainda aquém do pico registrado na semana passada.
Contexto macro e leitura de especialistas
Especialistas apontam que o movimento do Bitcoin está relacionado a impactos macroeconômicos do conflito, como o aumento de preços de commodities, fracos sinais de crescimento econômico e déficits fiscais. Segundo Tim Sun, pesquisador da HashKey Group, o cenário eleva a pressão por liquidez e pode favorecer ativos transfronteiriços, como o Bitcoin, em cenários de incerteza.
Outra leitura é de que a demanda de longo prazo tem sustentado o rali, com vendedores de curto prazo em retirada. Illia Otychenko, analista da CEX.IO, destacou que o Bitcoin Days Destroyed atingiu o menor nível em quase três anos, sugerindo que detentores de longo prazo permanecem com seus ativos em meio à volatilidade.
Queda do fator vendedor de curto prazo, aliada à estabilização de fluxos de fundos negociados em bolsa, é apontada como parte do impulso recente. Analistas também destacam que o mercado observa a proximidade de níveis de opção, como a área de gamma negativo em torno de US$ 75 mil, o que pode influenciar movimentos de alta caso formadores de mercado tenham de recomprar ativos à medida que o preço se aproxima desse piso.
Futuras atenções
Apesar da leitura positiva para o Bitcoin, especialistas ressaltam cautela e apontam para próximos gatilhos macroeconômicos, como a ata do FOMC de março e as perspectivas do Federal Reserve sobre a liquidez e o crescimento dos EUA. Em resumo, o Bitcoin mostra trajetória de alta recente, ainda sujeita a oscilações conforme o desenrolar do conflito e de indicadores macro.
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