- A Mova Protocol, fundada em 2025, já vale 180 milhões de reais, após um seed de US$ três milhões; o fundador e CEO é Augusto Bihre Letsch, aos 21 anos.
- O aplicativo usa telemetria veicular via smartphone para medir quilometragem, padrões de aceleração e frenagem, velocidade média, tempo ocioso e recorrência, com validação antifraude via blockchain.
- Atualmente são mais de vinte e cinco mil usuários, treze mil cento e dezoito ativos, taxa de ativação superior a cinquenta e três por cento, com cento e vinte e uma mil trezentas e ninety viagens validadas, dois milhões e setecentos e sessenta mil quilômetros monitorados e mais de cento e quarenta e oito mil horas de dados coletados.
- Os motoristas acumulam tokens resgatáveis no marketplace automotivo para combustível, manutenção e mobilidade elétrica; a empresa investiga créditos de carbono baseados em dados verificáveis de uso real.
- Parcerias com Lux Carbon Standard, VoltBras e WeCharge, com primeiras eletropostos previstas para março; plano de expansão para a América Latina e atuação como infraestrutura de dados para mobilidade corporativa e governamental, em alinhamento com a Regulação CVM 193/2023 e padrões ISSB a partir de 2026.
A Mova Protocol, startup brasileira de mobilidade, nasceu em 2025 e já vale cerca de R$ 180 milhões. A empresa usa dados gerados por veículos para transformar o uso do carro em informações auditáveis, incluindo métricas ambientais. O objetivo é oferecer dados confiáveis para motoristas, frotas, seguradoras e órgãos públicos.
A Fuse de dados é liderada por Augusto Bihre Letsch, que aos 21 anos comanda a empresa. Letsch ficou conhecido por investir precocemente em jogos NFT aos 16 e, cinco anos depois, estruturou a operação que levou à avaliação atual. A equipe soma mais de 20 profissionais.
O que é a Mova Protocol
A plataforma funciona por meio de um aplicativo que coleta dados do veículo via smartphone. Entre as informações estão quilometragem, padrões de aceleração, frenagem, velocidade média e recorrência de uso. O sistema opera em segundo plano e gera relatórios operacionais e ambientais.
Os dados passam por validação antifraude com registro em blockchain, assegurando integridade e rastreabilidade. O usuário não precisa entender de ativos digitais para usar o serviço. Com medições reais, a plataforma fornece uma base auditável para diversos clientes.
Dados e metas
A Mova registra mais de 25 mil usuários, 13.180 ativos e taxa de ativação superior a 53%. Já foram validadas 121.940 viagens, 2,76 milhões de quilômetros monitorados e 148 mil horas de dados coletados. Além dos relatórios, motoristas recebem tokens resgatáveis para combustível, manutenção e mobilidade elétrica.
A startup projeta alcançar 1 milhão de usuários e receita anual de até R$ 270 milhões em cinco anos. Em médio prazo, desenvolve créditos de carbono com base em dados de uso real.
Parcerias e expansão
A empresa trabalha com a Lux Carbon Standard para cálculo de emissões e com a VoltBras para integração com redes de recarga elétrica. A WeCharge participa de projetos de abertura de eletropostos, com as primeiras unidades previstas para março. A meta de longo prazo é expandir para a América Latina.
A visão de Letsch é que o carro deixará de ser apenas meio de transporte para se tornar uma fonte de inteligência estruturada. A Mova pretende atuar como infraestrutura de dados para mobilidade corporativa e governamental.
Contexto regulatório e impacto
A partir de 2026, empresas abertas e fundos de investimento deverão reportar informações de sustentabilidade, segundo a CVM, alinhadas ao ISSB. As métricas ambientais deixam de ser apenas responsabilidade reputacional, ganhando status formal de governança, o que aumenta a relevância de dados auditáveis.
O modelo da Mova, que transforma uso real em dados verificáveis, surge em um momento de maior exigência regulatória. A empresa já contabiliza mais de 2,7 milhões de quilômetros monitorados e milhões de horas de dados que podem apoiar conformidade e metas ESG.
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