- Cuba vai permitir que cubanos que moram no exterior e seus descendentes invistam na ilha, anunciando pelo ministro Oscar Pérez-Oliva em entrevista à NBC divulgada nesta segunda-feira, 16.
- A medida abrange investimentos de diferentes portes, inclusive em infraestrutura, com o objetivo de criar um ambiente empresarial dinâmico.
- O foco é reativar setores-chave da economia, como turismo e mineração, além de restaurar a rede elétrica do país, afetada por apagões.
- Cuba vive sob embargo dos Estados Unidos desde 1962 e enfrenta crise energética após a Venezuela reduzir remessas de petróleo, paralisando parte da economia.
- O presidente Miguel Díaz-Canel confirmou conversas com Washington, enquanto o ex-presidente Donald Trump disse esperar um acordo em breve.
Os cubanos que moram no exterior e seus descendentes poderão investir na ilha, informou o ministro cubano de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Oscar Pérez-Oliva, em entrevista à NBC divulgada na segunda-feira 16. A medida permitirá tanto pequenos quanto grandes investimentos, incluindo em infraestrutura, com o objetivo de dinamizar a economia.
A Secretaria de Estado cubana destacou que a abertura visa criar um ambiente empresarial ativo e facilitar a participação de emigrantes em projetos estratégicos. Entre os setores mencionados estão turismo e mineração, além de ações voltadas para a recuperação da rede elétrica do país.
A informação ocorre em meio a um cenário de tensão com os Estados Unidos, que impõe restrições econômicas à ilha desde 1962. Cuba enfrenta há anos cortes de remessas e dificuldades energéticas que impactam a economia.
O presidente Miguel Díaz-Canel confirmou, na última sexta-feira, que o governo mantém conversas com Washington. Enquanto isso, o ex-presidente Donald Trump afirmou, no fim de semana, que um acordo com Cuba poderia ocorrer em breve, divulgando expectativa de mudança nas relações bilaterais.
Cuba, situada a cerca de 150 quilômetros da costa da Flórida, tem como grande desafio recente a crise energética causada pela redução de petróleo proveniente da Venezuela e por sanções de terceiros países que vendem combustível à ilha.
Entre na conversa da comunidade