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Companhias aéreas globais elevam tarifas e cortam rotas por alta de combustível

Tarifas aéreas sobem e rotas são cortadas globalmente diante do aumento dos custos com combustível causado pelo conflito no Oriente Médio

Avião em decolagem de aeroporto
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  • Companhias aéreas globais informam que o preço do combustível está subindo devido ao conflito no Oriente Médio, o que pode elevar tarifas e reduzir rotas.
  • A Delta Air Lines estima que os custos com combustível aumentem até US$ 400 milhões apenas em março, com possibilidade de repasse via tarifas mais altas.
  • A American Airlines prevê acréscimo de cerca de US$ 400 milhões nas despesas com combustível no primeiro trimestre.
  • A SAS AB já cortou um número limitado de voos na Europa por causa do “aumento acentuado” dos preços de combustível.
  • Entre os desdobramentos, há fechamento temporário de espaço aéreo dos Emirados, impactos em Frankfurt e planos da Air France-KLM de elevar tarifas em longas distâncias; demanda da American surpreende positivamente no primeiro trimestre.

Não são apenas os mapas de assentos que mudam: companhias aéreas globais anunciaram reajustes de tarifas e cortes de rotas diante do aumento dos preços do combustível, provocado pelo conflito no Oriente Médio. A divulgação ocorreu nesta terça-feira, 17, envolvendo Delta Air Lines, American Airlines e SAS AB, entre outras. Os impactos devem afetar passageiros ao redor do mundo, com custos operacionais adicionais e ajustes de oferta.

Ed Bastian, CEO da Delta, disse em conferência que o preço do combustível elevou despesas da empresa em até US$ 400 milhões apenas em março. A empresa sinalizou repassar parte desses custos por meio de tarifas mais altas. A American Airlines também informou expectativa de aumento de US$ 400 milhões nas despesas com combustível no primeiro trimestre.

A SAS AB, maior companhia da Escandinávia, confirmou cortes de voos devido ao “aumento acentuado e repentino” dos preços. A empresa afirmou que todo o sistema de aviação europeu sente o choque, com impactos diretos no balanceamento de frota e operação. O golpe no transporte aéreo é tema de discussões entre reguladores e operadores.

Impacto operacional e geográfico

O conflito, já na terceira semana, elevou a turbulência e levou a cancelamentos, reprogramações e desvios. O espaço aéreo do Oriente Médio permanece restrito, elevando custos de operação globalmente. Os preços do combustível europeus quase dobraram, enquanto na Ásia houve alta de aproximadamente 80% desde o início dos ataques.

A alta no combustível é a segunda maior despesa do setor, atrás apenas da mão de obra, representando cerca de um quinto a um quarto dos custos operacionais. O mercado observa que companhias dos EUA reduziram hedge de combustível nos últimos anos, ao passo que operações europeias avaliam estratégias de mitigação.

Cenários específicos e resultados

Em Frankfurt, cerca de 86 mil passageiros foram afetados por cancelamentos nas duas primeiras semanas de conflito. Apenas um terço das conexões entre o aeroporto e o Oriente Médio está operando, segundo o CEO Stefan Schulte. Bastian destacou que a Delta está bem posicionada para recompor margens, mas adverte cautela com tarifas em meio à menor confiança do consumidor.

A Air France-KLM já havia sinalizado aumentos de tarifas para voos de longa distância para compensar os custos adicionais. Algumas companhias optaram por sobretaxas de combustível, mas há o risco de reduzir lucros se a demanda recuar. A American Airlines informou renda maior que o esperado no primeiro trimestre, porém com prejuízo por ação próximo ao limite inferior da orientação anterior.

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