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Governo prevê aporte de capital aos Correios em 2027, diz ministra

Governo deve aportar capital nos Correios em 2027, conforme contrato de empréstimo de dezembro de 2025, enquanto estatal avalia nova captação de crédito

Correios vão precisar de mais R$ 8 bilhões em 2026; plano de reestruturação prevê 15 mil demissões e mil agências fechadas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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  • A ministra Esther Dweck disse que o governo deve fazer um aporte de capital nos Correios em 2027; a avaliação envolve ainda possibilidade de um novo empréstimo.
  • O aporte está previsto em contrato de empréstimo assinado em dezembro de 2025 com um consórcio de bancos.
  • Mesmo com eventual novo empréstimo, o aporte pode ajudar na recuperação financeira da estatal, segundo a ministra.
  • Em 2026, o Tesouro Nacional autorizou empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro, para o plano de reestruturação dos Correios.
  • O plano prevê cortar dois bilhões em gastos, fechar mil agências e reduzir cerca de 15 mil funcionários em até dois anos, via programa de demissão voluntária.

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que o governo federal deve aportar capital nos Correios em 2027. A medida faz parte de ajustes do plano de reestruturação da estatal e pode ocorrer mesmo com a avaliação de uma nova captação de empréstimo.

Segundo a ministra, o aporte está previsto no contrato de empréstimo firmado em dezembro de 2025 com um consórcio de bancos. A previsão de participação da União pode se estender até 2027, dependendo das condições financeiras da empresa.

Dweck destacou que, mesmo com eventual recebimento de novo financiamento, o aporte pode contribuir para a recuperação financeira dos Correios. A afirmação acompanha a autorização do Tesouro Nacional para contratar empréstimos no montante de 12 bilhões de reais em 2025, com garantia do Tesouro caso as parcelas não sejam quitadas.

Contexto financeiro dos Correios

O plano de reestruturação previa redução de gastos, incluindo corte de pessoal, venda de imóveis e fechamento de mil agências. A empresa já opera aproximadamente 5 mil unidades e busca reduzir custos com um programa de demissão voluntária.

A ideia inicial era captar 20 bilhões de reais; contudo, a direção reconheceu que a taxa de juros oferecida pelos bancos tornava o montante inviável no momento. O presidente da estatal, Emmanoel Rondon, informou que seria necessário substancialmente mais recursos em 2026 para atravessar a crise.

Desdobramentos operacionais

Caso o aporte se confirme, ele seria parte da equação para estabilizar as contas dos Correios, ao lado de uma nova captação de empréstimo. O objetivo é reduzir o déficit e manter a operação da empresa em condições estáveis no médio prazo.

Rondon também indicou que, segundo o planejamento, houve a necessidade de recursos adicionais em 2025 e 2026 para sustentar a reestruturação, com o montante total ainda dependente de aprovações e condições de mercado.

Perspectiva do governo

As decisões sobre aporte e novas captações dependem da avaliação das condições econômicas e do resultado do processo de reestruturação. Autoridades afirmaram que as medidas visam manter os serviços postais em funcionamento while buscando equilíbrio financeiro da estatal.

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