- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou um Memorando de Entendimentos entre Hemobrás e Tiantan, durante missão oficial à China, para transferência de tecnologia e fortalecimento da produção nacional de hemoderivados.
- O acordo busca ampliar a capacidade industrial brasileira e facilitar o acesso de pacientes do SUS a diversos produtos estratégicos.
- Ana Paula Menezes, presidente da Hemobrás, avaliação o passo como marco para soberania produtiva e para a cooperação com uma das maiores produtoras do mundo.
- A iniciativa dialoga com estratégias do Ministério da Saúde para o CEIS e as PDP, além de envolver a Anvisa em um comitê de inovação para acelerar tecnologias no SUS.
- A comitiva visitou a unidade da Tiantan em Chengdu para conhecer processos e modelos de integração tecnológica que podem subsidiar a evolução da indústria nacional.
Em missão oficial à China, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, articulou a assinatura de um Memorando de Entendimentos entre a Hemobrás e a Tiantan, maior produtora de hemoderivados da China. O acordo, assinado na terça-feira, visa transferência de tecnologia e reforço da soberania sanitária do Brasil, com foco no SUS.
O Memorando estabelece bases para parcerias futuras em inovação produtiva e expansão da capacidade industrial brasileira de hemoderivados, itens essenciais para hemofilia, doenças autoimunes e tratamentos em UTIs. A iniciativa busca reduzir a dependência de importações.
A Hemobrás, presidida por Ana Paula Menezes, vê o acordo como marco para fortalecer a produção nacional e abrir portas para cooperação tecnológica. A assinatura ocorre em meio a esforços de autonomia produtiva no setor de saúde.
Durante a visita à unidade da Tiantan, em Chengdu, a comitiva brasileira acompanhou processos produtivos avançados, que poderão subsidiar a modernização da indústria nacional, segundo a Hemobrás.
A parceria dialoga com o CEIS e as PDPs do Ministério da Saúde, além de se alinhar ao Comitê de Inovação da Anvisa, criado em 2025 para acompanhar tecnologias prioritárias para o SUS. Um grupo de trabalho definirá diretrizes de serviços de saúde inteligentes.
Padilha destacou que o intercâmbio com hospitais ultraconectados e a inteligência artificial podem acelerar diagnósticos e procedimentos, beneficiando a rede de saúde pública. A rede de hospitais inteligentes deve avançar ainda este ano, com integração ao SUS.
A missão brasileira na China reforça o empenho do governo em ampliar o acesso a tecnologias de ponta, promovendo inovação, soberania produtiva e segurança sanitária para a população. O acordo sinaliza novos caminhos para o complexo industrial da saúde no país.
Edjalma Borges
Ministério da Saúde
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