- Em 2025, foram registrados 3,8 milhões de registros de microempreendedores individuais, alta de 22,1% ante o ano anterior.
- O Brasil tem 13,1 milhões de MEIs ativos, e estudo da FGV aponta que 53% atuam como trabalhadores terceirizados (pejotização).
- No total, serviços reúnem 7,6 milhões de MEIs; comércio tem 3,1 milhões e indústria, 1,3 milhão.
- Região Sudeste concentra o maior número de MEIs, com 6,8 milhões; SP possui 3,7 milhões, MG 1,5 milhão e RJ 1,3 milhão.
- Foram 5,1 milhões de empresas abertas em 2025, com a maior participação dos MEIs (3,8 milhões).
O Brasil registrou recorde de abertura de microempreendedores individuais (MEIs) em 2025, com 3,8 milhões de novos registros. O número representa alta de 22,1% ante o ano anterior e ocorre em meio a sinais de aumento da pejotização no país.
Ao todo, o País soma 13,1 milhões de MEIs ativos. Estudo da FGV aponta que 53% desses CNPJs operam como trabalhadores terceirizados, em vez de empreendedores. A pejotização representa uma parcela relevante desse total.
A maior concentração de MEIs ativos ocorre no setor de serviços, com 7,6 milhões. Em seguida estão o comércio (3,1 milhões) e a indústria (1,3 milhão). Regionalmente, o Sudeste concentra 6,8 milhões, seguido do Sul (2,5 milhões) e Nordeste (2,1 milhões). O Estado de São Paulo abriga a maior quantidade, com 3,7 milhões, à frente de Minas Gerais (1,5 milhão) e Rio de Janeiro (1,3 milhão).
Em 2025, foram abertas 5,1 milhões de empresas de todos os portes, sendo os MEIs a maior fatia (3,8 milhões). Os dados refletem o desempenho do empreendedorismo formalizado no ano, com crescimento observado em diferentes segmentos.
Debates no Congresso
Nesta semana, a Câmara aprovou a urgência do PLP 108 de 2021, que eleva o teto da receita bruta anual para enquadramento como MEI de R$ 81 mil para R$ 130 mil. O placar ficou em 430 votos favoráveis, sem votos contrários. O projeto tramita com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta.
A discussão sobre o assunto envolve impactos na formalização de atividades de menor porte, inclusive na pejotização. As propostas buscam ampliar o limite para que microempreendedores possam incluir atividades com maior faturamento sem migrar para outras formas de enquadramento.
Entre na conversa da comunidade