- A Cooxupé deverá exportar 4,4 milhões de sacas de 60 kg em 2026, cerca de 500 mil sacas a menos que em 2025, por causa de uma safra menor em 2025.
- Os Estados Unidos ampliaram estoques com café de outras origens, como a Colômbia, após tarifas do governo anterior terem deixado o café brasileiro mais caro; negociações com o Brasil estão em andamento, mas ainda incertas.
- A produção brasileira deve atingir recorde em 2026, impulsionada pelo café arábica, o que complica os embarques no primeiro semestre do ano.
- Em 2026, os embarques totais da Cooxupé (mercado externo e interno) devem somar 5,8 milhões de sacas, ante 6,4 milhões em 2025.
- O vice-presidente da Cooxupé afirma que safra alta tende a reduzir embarques; se a safra surpreender positivamente, pode haver embarques maiores, o que é importante para não perder mercado externo.
A cooperativa Cooxupé, maior exportadora de café do Brasil, estima exportar 4,4 milhões de sacas de 60 kg em 2026, queda de cerca de 500 mil sacas ante 2025. A redução ocorre devido a uma safra menor em 2025, que impacta os embarques no primeiro semestre do próximo ano, segundo o superintendente comercial Luiz Fernando dos Reis.
Os Estados Unidos, principal cliente externo, aportaram estoques com café de outras origens após períodos com tarifas que encareceram o produto brasileiro. Com isso, o mercado americano não retomou o ritmo anterior, contribuindo para a visão de menor volume de exportação em 2026.
A Cooxupé atua principalmente em Minas Gerais e São Paulo, exportando exclusivamente café arábica, com a Colômbia como principal concorrente de alto padrão. Reis também cita avanços condicionais devido a uma investigação comercial dos EUA que ainda não foi encerrada, mantendo incertezas para contratos de longo prazo.
Panorama da safra e impactos de curto prazo
Em 2026, a produção brasileira é prevista em recorde, apoiada pelas lavouras de arábica, conforme consultorias privadas. Na prática, os embarques totais da cooperativa devem ficar em torno de 5,8 milhões de sacas, ante 6,4 milhões em 2025, incluindo o mercado interno.
A expectativa é de maior oferta na segunda metade de 2026, com o produto já gerado pela safra em curso. Nos EUA, a retomada de negociações normais ainda não ocorreu, o que pode manter a hesitação de compradores norte-americanos.
Perspectivas para 2027 e lições de mercado
O vice-presidente da Cooxupé, Osvaldo Bachião Filho, aponta que o setor opera diante de uma safra potencialmente maior, o que costuma reduzir o embarque anual. Em contrapartida, um bom desempenho da colheita de 2026 pode manter a necessidade de manter participação no mercado externo para evitar perdas.
O executivo ressalta a importância de manter estoques adequados e ampliar embarques para evitar perda de espaço no mercado internacional. Caso o ritmo de exportação permaneça abaixo do esperado, produtores podem sentir impacto financeiro.
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