- Caminhoneiros de diferentes setores defendem uma paralisação nacional devido ao aumento recente do diesel; CNTTL apoia a medida, junto com Abrava e Sindicam.
- Preço do diesel S-10 subiu 18,86% desde 28 de fevereiro; diesel comum avançou mais de 22%, gasolina 10% e etanol quase 9%.
- Assembleia em Santos, com representantes de vários estados, aprovou a greve, mas a data ainda não foi definida, possivelmente nesta semana.
- Entidades defendem medidas para evitar prejudicar o setor, como fim de fretes abaixo do piso mínimo e aplicação de multas; também há cobrança para que a Petrobras regule preços com distribuição no país.
- Governo anunciou medidas para reduzir o diesel; ANP iniciou fiscalização contra abusividade de preços; o mercado reagiu negativamente à possibilidade de greve, com as taxas dos DIs voltando a subir.
Caminhoneiros de diferentes setores discutem uma paralisação nacional em resposta ao aumento do diesel anunciado e registrado nas últimas semanas. Entidades representativas pedem adesão já nesta semana, com impacto também nas transportadoras que dependem do combustível mais caro.
A mobilização ganhou apoio público da CNTTL, que publicou nota de apoio à paralisação após cobrar medidas do governo para conter elevação considerada abusiva nos preços. Até o momento, Abrava e Sindicam lideram a mobilização entre profissionais, com adesão ainda incerta.
Segundo o painel online ValeCard, o diesel S-10, o mais vendido no país, subiu 18,86% desde 28 de fevereiro, data de início da ofensiva militar na região, com impactos sobre diesel comum e gasolina também em alta. A alta de energia impulsiona custos operacionais.
Wallace Landim, líder da Abrava, afirmou que os custos de combustível inviabilizam a atividade de transportadores autônomos, apontando uma luta pela sobrevivência. Uma assembleia em Santos, na véspera, deu aval para a greve, mas sem definição de data.
A Abrava sinalizou que a greve pode ocorrer nesta semana, com representantes de estados como São Paulo, Paraná e Goiás presentes na reunião. Em Santos, a avaliação de adesão já começa a se consolidar entre caminhoneiros, segundo interlocutores.
O movimento também envolve empresas de transporte de carga, que vivem pressão com o aumento do diesel. O setor de transporte de cargas reivindica medidas urgentes para evitar prejuízos maiores e manter a operação estável.
A ANATC informou que o câmbio de cenário para a negociação com o governo depende de ações como definição de piso mínimo para fretes e aplicação de multas a empresas que descumprirem leis de frete, além de retorno da Petrobras à distribuição de combustíveis como regulador de preços.
O governo, por sua vez, confirmou monitorar o risco de greve, sem confirmar uma medida concreta neste momento. Nesta terça, o mercado reagiu negativamente à possibilidade de paralisação, com oscilações em taxas de juros de curto prazo.
Na semana passada, o governo anunciou cortes fiscais para diesel, com isenções e subsídios, além de regras para fretes. A Petrobras anunciou reajuste de preço em suas refinarias logo após as medidas, ampliando a complexidade do cenário para transportadores.
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