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Luxuosos condomínios avançam no Brasil com aluguéis de até R$ 120 mil

Mercado de aluguel de alto padrão avança no Brasil, com contratos flexíveis; aluguéis de até 120 mil ampliam mobilidade da alta renda

O JFL125, localizado na Rebouças, tem unidades que chegam a mais de R$ 100 mil por mês
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  • O multifamily no Brasil ainda é tímido, com cerca de 20 mil unidades, concentradas no Sudeste e, principalmente, em São Paulo.
  • Aluguéis podem chegar a até R$ 120 mil mensais em empreendimentos de alto padrão, como a JFL; outros chegam a R$ 40 mil (Brookfield) e R$ 22 mil a R$ 23 mil (Charlie), com exemplos de até R$ 18 mil na Vila 11.
  • Moradores são em sua maioria executivos e profissionais de alta renda entre 35 e 55 anos, que valorizam flexibilidade e moradia tratada como casa, com unidades pensadas para uso contínuo.
  • A motivação principal é evitar imobilizar capital na compra de imóveis, já que os rendimentos de investimentos podem custear o aluguel, especialmente em cenário de juros elevados.
  • As operações de alto padrão estão centradas em polos corporativos de São Paulo, como Faria Lima, Vila Olímpia e Itaim Bibi, com planos de expansão e uso de retrofit para acelerar o crescimento.

O mercado imobiliário brasileiro registra uma mudança no modo como se encara a moradia de alto padrão. O modelo multifamily, com empreendimentos inteiros destinados à locação geridos profissionalmente, vem ganhando espaço entre a alta renda e o setor corporativo. A tendência acompanha uma busca por flexibilidade e gestão de custos.

O crescimento ocorre mesmo com o aluguel representando uma parcela menor do total de imóveis disponíveis. Parcerias entre gestores de fundos e operadores locais já operam centenas de apartamentos em grandes cidades, apontando para uma classe de ativos com potencial de expansão futura.

Mercado de nicho

No Brasil, estima-se cerca de 20 mil unidades multifamily, com concentração principal no Sudeste, especialmente em São Paulo. O patamar ainda é reduzido frente a mercados mais maduros como Estados Unidos e México, mas desperta interesse de investidores e moradores de alta renda.

Para Gustavo Favaron, afirma que o modelo pode ganhar tração diante de juros altos, custos de moradia e pressão sobre a renda, o que torna a locação mais atraente para quem dispõe de capital para investir.

Os atributos do setor sugerem uma combinação de permanência temporária ou moradia estável, com contratos mais flexíveis que os modelos tradicionais. Executivos de alto nível e profissionais liberais compõem o público-alvo.

Valores e a matemática do luxo

Na Vila 11, local de Itaim e Higienópolis, aluguéis chegam a valores próximos de 18 mil reais mensais. Em bairros como Vila Olímpia, opções giram em torno de 22 mil a 23 mil reais. O Parque Cidade Jardim apresenta tarifas que podem alcançar 40 mil reais mensais. No topo, a JFL disponibiliza unidades amplas com aluguel que pode se aproximar de 120 mil reais por mês.

Segundo Lucas Messias Cardoso, da JFL, os moradores do segmento são distintos de quem fica apenas algumas noites, com unidades pensadas como residências fixas. O raciocínio financeiro envolve manter capital investido e pagar apenas o aluguel com o rendimento de ativos.

Ricardo Laham, CEO da Vila 11, reforça que pessoas de renda elevada costumam evitar imobilizar capital na compra de imóveis. André Lucarelli, da Brookfield, sintetiza: quem tem recursos hoje pode cobrir moradia com rendimentos de investimentos, preservando liquidez.

A conveniência como fator determinante

A vantagem prática do multifamily não se prende apenas à economia financeira. A proposta também oferece simplificação da rotina, com cobrança única que engloba aluguel, condomínio, Internet, IPTU e serviços.

O público-alvo é composto por executivos entre 35 e 55 anos, com alta mobilidade geográfica. Localizações estratégicas em polos corporativos, gestão profissional e flexibilidade de moradia aparecem entre os atrativos, além da centralização de despesas.

Negócios milionários

As negociações se concentram em centros corporativos de São Paulo, como Faria Lima, Vila Olímpia e Itaim Bibi. A mobilidade é citada como benefício chave, já que imóveis podem ser trocados de cidade ou país conforme a necessidade.

A Brookfield administra dezenas de edifícios com milhares de unidades, e projeta expansão para centenas de operações adicionais. A Vila 11 opera com capital institucional e pretende ampliar o portfólio com novas construções.

Gargalo e futuro

O avanço depende de fatores como disponibilidade de terrenos e custos nas áreas valorizadas. A valorização de terrenos, por exemplo, gera pressões no custo de desenvolvimento. Em resposta, o retrofit de prédios antigos emerge como estratégia de aceleração.

Apesar do estágio inicial, especialistas apontam que o multifamily tem espaço para crescer em São Paulo, onde representa pouco mais de 1% das locações, conforme avaliações do setor. A perspectiva é de que a demanda por moradia de qualidade, com flexibilidade, impulsione a expansão.

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