- A Polícia Federal pediu ao ministro do STF, André Mendonça, a prorrogação por mais sessenta dias do inquérito que apura fraudes envolvendo o Master, de Daniel Vorcaro, e o BRB. O prazo estava fixado para 16 de março.
- A PF afirma ter grande volume de informações para analisar e, por isso, ainda não concluiu a primeira fase da Compliance Zero; o pedido de prorrogação é praxe em investigações desse tipo.
- Além deste inquérito, a PF investiga ao menos outras três frentes ligadas a Vorcaro e ao Master, incluindo uso de fundos de investimento para desviar dinheiro para parentes, compra de ações do BRB e atuação de influenciadores para defender o Master.
- Vorcaro está preso desde o dia quatro; a apuração envolve a possível aquisição de R$ 12 bilhões em títulos podres do Master pelo BRB, fato que levou à prisão dele em novembro do ano passado; ele voltou a ser preso em março por ordem de Mendonça.
- A condução do caso por Dias Toffoli teria dificultado a apuração, com decisões polêmicas como a acareação entre Vorcaro, o ex-presidente do BRB e o Banco Central; a PF também enviou ao STF materiais que apontavam menções a Toffoli, levando o caso à redistribuição para Mendonça.
A Polícia Federal pediu ao ministro do STF, André Mendonça, a prorrogação por 60 dias do inquérito que investiga fraudes envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e o BRB. A PF aponta grande volume de informações para analisar na primeira fase da Compliance Zero.
O pedido é comum em investigações desse tipo; ministros costumam conceder mais prazo para a continuidade dos inquéritos. O prazo anterior era 16 de março, estabelecido por Dias Toffoli, que deixou o caso em fevereiro. Não houve confirmação de relação entre documento com menção a deputado e a fraude.
Além deste inquérito, a PF acompanha ao menos outras três frentes envolvendo Vorcaro e o Master, como uso de fundos de investimento para desvio de recursos para parentes. Também apura compra de ações do BRB por Vorcaro e atuação de influenciadores a favor do Master.
Prisão de Vorcaro
Vorcaro está preso desde o dia 4. A investigação aponta aquisição de R$ 12 bilhões em títulos do Master pelo BRB, o que levou à prisão dele em novembro. Um dia após a prisão, o Banco Central liquidou o Master; ele foi solto pelo TRF-1 e voltou a ser preso em março, por ordem de Mendonça.
Mendonça manteve a prisão para análise do STF. A Segunda Turma já formou maioria para manter a detenção, faltando apenas o voto de Gilmar Mendes. O julgamento no plenário virtual vai até o dia 20.
Contexto processual
Segundo relatos, a condução sob Toffoli pode ter prejudicado a apuração ao exigir acareação entre Vorcaro, ex-presidente do BRB e o Banco Central, em 30 de dezembro. A PF acabou ouvindo depoimentos antes de analisar todo o material apreendido.
A PF também informou ter encontrado menções a Toffoli no celular do banqueiro e repassou material ao presidente do STF, Edson Fachin, o que contribuiu para a redistribuição do caso a Mendonça.
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