- A Vibra Energia apresentou uma nova chapa para o conselho, reduzindo a participação da Previ de 10% para 5,2% e abrindo espaço para a Inpasa.
- Deixam o board Nildemar Secches, ex-CEO da Perdigão e ex-chairman da BRF, e entram Eder Lopes, CEO da Inpasa, e Flávia Bittencourt, ex-CEO da Sephora Brasil e hoje chefe da Adidas na América Latina.
- A Inpasa passa a ocupar posição relevante na Vibra, hoje dividindo a liderança de participação com a Dynamo, cada uma com 10% do capital.
- Outros acionistas relevantes seguem na empresa, incluindo Ronaldo Cezar Coelho, Previ e GIC, com cerca de 5% cada; a assembleia para votar a nova chapa acontece em 15 de abril.
- A Vibra está avaliada em cerca de R$ 35,5 bilhões na B3, com a ação acumulando alta de 84% nos últimos 12 meses.
A Vibra Energia anunciou uma nova chapa para o seu conselho de administração, com foco em reduzir a presença da Previ e abrir espaço para a Inpasa, gigante do etanol de milho que já detém 10% da companhia. A assembleia de acionistas está marcada para 15 de abril.
Além da entrada de novos membros, a composição do conselho passa por mudanças com a saída de Nildemar Secches, ex-CEO da Perdigão e ex-chairman da BRF, que integrava o board desde a privatização da antiga BR Distribuidora. A Previ passa a ter apenas um representante no colegiado, frente aos dois anteriores.
Nova chapa de diretores e motivações
Entram na direção Eder Lopes, CEO da Inpasa e filho do fundador José Odvar Lopes, e Flávia Bittencourt, ex-CEO da Sephora no Brasil e atual chefe da Adidas na América Latina. Flávia também participa de conselhos na TIM Brasil e na RD Saúde, e já atuou em BRF, Lojas Marisa e Oncoclínicas.
A Inpasa é a maior produtora de etanol de milho do Brasil e, desde meados do ano passado, tem impulsionado sua posição na Vibra. Hoje, a Inpasa divide a posição de maior acionista da Vibra com a Dynamo, cada uma com 10%.
Entre os acionistas relevantes permanecem Ronaldo Cezar Coelho, a Previ e a GIC, cada um com cerca de 5% do capital. A troca de presidência da Previ, em outubro, coincidiu com a decisão de reduzir a exposição da carteira na Vibra, considerada excessivamente concentrada pela nova gestão.
Continuam no conselho o chairman Sérgio Rial e os conselheiros Fábio Schvartsman, Walter Schalka, Mateus Bandeira e Cláudio Gonçalves, que representa a Previ e permanece no cargo. A Vibra encerra o período com participação acionária valorizada.
A Vibra está avaliada em R$ 35,5 bilhões na B3, com valorização de cerca de 84% no último ano, refletindo avanços de lucratividade e estratégia de alinhamento com grandes grupos do setor.
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