- A Acciona classifica o Brasil como uma das três prioridades mundiais, ao lado de Austrália e EUA, segundo o CEO no país, André De Angelo.
- A empresa atua em mais de trinta países e teve faturamento de 21 bilhões de euros no ano passado.
- No Brasil, a Acciona tem receitas anuais de 600 milhões de euros e é apontada como a segunda maior empresa de engenharia do país pelo ranking da revista O Empreiteiro.
- A atuação brasileira ganhou impulso após a Operação Lava Jato e com a Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo, considerada um divisor de águas pelo grupo.
- Quatro gargalos para atrair mais investimentos são citados: licenças ambientais mais ágeis, autonomia das agências reguladoras, tributação de debêntures de infraestrutura e maior segurança jurídica via o marco legal de concessões e PPPs.
A Acciona, gigante espanhola presente em mais de 30 países, aponta o Brasil como uma de suas três prioridades globais. A empresa faturou 21 bilhões de euros no último ano e mantém atuação forte fora da Península Ibérica, junto com Austrália e EUA. O anúncio mostra o peso crescente do mercado brasileiro no grupo.
Segundo o CEO da Acciona no Brasil, André De Angelo, o trio de mercados prioritários exclui a Península Ibérica e inclui Austrália, EUA e Brasil. A afirmação reforça a importância estratégica do Brasil para a companhia, que já ampliou operações após a Operação Lava Jato.
No Brasil, a Acciona registra receitas anuais de cerca de 600 milhões de euros, equivalentes a aproximadamente R$ 3,6 bilhões na cotação atual. A empresa tornou-se a segunda maior fornecedora de engenharia no país, segundo a revista O Empreiteiro.
A expansão brasileira ganhou impulso com a participação na Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo, considerada um divisor de águas pela companhia. A matriz tem visto positivo o mercado brasileiro, com participação em vários leilões e projetos.
Gargalos
Dados da Abdib apontam que o Brasil recordou investimentos em infraestrutura no ano passado, estimados em R$ 280 bilhões, cerca de 2,3% do PIB. Ainda assim, o setor não alcança o patamar de 4% do PIB necessário para reverter déficits históricos.
Para o CEO, quatro temas demandam atenção para aumentar a segurança dos investidores. O primeiro é a agilidade na emissão de licenças ambientais, visto como gargalo diante de normas rígidas, ainda que adequadas.
O segundo ponto envolve a autonomia das agências reguladoras. O mercado recebe um fluxo forte de investimentos, mas as entidades reguladoras mantêm dimensions menores.
O terceiro tema citado envolve a tributação, com referência à isenção de imposto de renda para debêntures de infraestrutura, considerada uma das principais fontes de crédito.
O quarto aspecto é a segurança jurídica. A defesa é pela aprovação, pelo Senado, do projeto de modernização do marco legal de concessões e PPPs, que já passou pela Câmara. A mudança facilitaria reequilibros contratuais e solução de conflitos.
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