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MBRF lucra R$ 358 milhões em 2025 e mira vantagem logística no Oriente Médio

MBRF fecha 2025 com lucro líquido de R$ 358 milhões e receita de R$ 163,96 bilhões, destacando vantagem logística no Oriente Médio diante da guerra

Linha frigorífica de aves na MBRF
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  • A MBRF registrou lucro líquido de 91 milhões de reais no quarto trimestre de 2025, queda de 91,9% ante o mesmo período de 2024, devido a despesas financeiras e aos custos de reestruturação e fusão com a BRF.
  • O EBITDA ajustado do quarto trimestre ficou em 3,41 bilhões de reais, queda de 9,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • Em 2025, a receita líquida atingiu recorde de 163,96 bilhões de reais, alta de 11,9%, enquanto o lucro líquido caiu 77,9%, para 358 milhões de reais, influenciado pela gripe aviária e pela menor rentabilidade da carne bovina nos Estados Unidos.
  • A empresa disse estar preparada para a guerra no Oriente Médio, tendo movido estoques para o Oriente Médio e outros países, o que, segundo o CEO, mitiga riscos logísticos e assegura abastecimento por bom período.
  • O executivo destacou vantagens logísticas da MBRF na região, demanda elevada e boa condução de preços, com frete mais caro absorvido pelo importador, além de manter perspectiva positiva com demanda da China.

A empresa de alimentos MBRF informou lucro líquido de R$ 91 milhões no quarto trimestre de 2025, com queda de 91,9% em relação ao mesmo período de 2024. A queda ocorre devido a despesas financeiras elevadas e aos custos de reestruturação ligados à fusão da Marfrig com a BRF. A companhia também anunciou receita líquida recorde para o ano.

No acumulado de 2025, a MBRF registrou aumento de 11,9% na receita líquida, atingindo R$ 163,96 bilhões, enquanto o lucro líquido total caiu 77,9% para R$ 358 milhões. A empresa cita a gripe aviária no Brasil e a menor rentabilidade da unidade de carne bovina nos EUA como fatores que pesaram no desempenho.

MBRF afirma estar preparada para enfrentar a guerra no Oriente Médio, um de seus principais mercados no exterior. O CEO Miguel Gularte disse que a empresa migrara estoques para o Oriente Médio para reduzir riscos de gripe aviária, o que também atualmente facilita a logística diante do conflito.

Segundo o executivo, a estratégia de estoques posicionados garante abastecimento por um período considerável. Gularte destacou a experiência logística da companhia na região desde a década de 1970 e afirmou que não houve impacto significativo na distribuição até o momento.

A guerra no Golfo Persa impacta a rota do Estreito de Ormuz, mas a MBRF mantém desempenho estável. O CEO ressalta que há demanda elevada no mercado, favorecendo o repasse de preços sem dificuldades de absorção pelo importador.

Sobre o custo de frete, Gularte reconhece aumento devido à taxa de guerra, mas garante que a empresa consegue repassar esse valor aos clientes. Ele destaca ainda que a região apresenta crescimento de consumo de carnes, incluindo frango.

Mercados externos e perspectivas

O vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, José Ignacio Scoseria, avaliou a oferta global de carne de frango para 2026 como saudável e equilibrada, sem sinais de excesso de oferta. A China continua como forte motor de demanda por carnes, segundo os executivos da empresa.

Gularte ressaltou que as mais de 200 habilitações para exportação obtidas nos últimos quatro anos ampliam opções para frangos e carne bovina em diversos países. Ele reforçou a relevância do mercado chinês para a demanda e citou a menor produção de carne bovina nos EUA como estímulo a embarques sul-americanos.

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