- A MBRF projeta cenário favorável para as safras brasileiras de 2026, com milho acima de 130 milhões de toneladas e soja em cerca de 180 milhões de toneladas.
- A companhia acredita que a soja terá boa oferta para a produção de rações e acompanha a logística no Golfo Pérsico.
- Os fertilizantes nitrogenados, impactados pela guerra no Irã, não devem afetar a produção de grãos no curto prazo, segundo o executivo.
- Pode haver impacto se o conflito no Golfo Pérsico se ampliar, elevando custos de fertilizantes a longo prazo.
- Custos de petróleo e frete devem depender da duração do conflito, conforme apontado durante a teleconferência de resultados.
A empresa de alimentos MBRF aponta cenário positivo para as safras brasileiras de grãos em 2026. Em teleconferência de resultados, o vice-diretor de Finanças e Relações com Investidores, José Ignácio Scoseria Rey, disse que a oferta de soja para rações deve atender a demanda dos produtores integrados de aves e suínos.
Segundo Rey, a projeção é de milho acima de 130 milhões de toneladas, mantendo o nível de 2025, com a segunda safra ainda em curso. A soja, por sua vez, deve registrar produção recorde por volta de 180 milhões de toneladas. O comentário faz parte de uma leitura macro de resultados trimestrais.
Em relação a fertilizantes, o executivo afirmou que o custo com nitrogênio não deve impactar a produção no curto prazo, mesmo diante do conflito no Irã. Sobre o Golfo Pérsico, onde passam volumes relevantes de fertilizantes, ele acrescentou haver tempo para qualquer ajuste. O efeito sobre frete e petróleo dependerá da duração do embate.
Cenário de fertilizantes e logística
Aponte-se que o navio-padroão de fertilizantes transita por regiões sensíveis, o que pode influenciar custos caso o conflito se prolongue. Em termos logísticos, Rey destacou que a empresa monitora rotas de envio para evitar atrasos e manter a disponibilidade para a cadeia de produção de seus integrados.
A diretoria da MBRF reiterou foco em manter oferta estável de soja e milho para a alimentação de frangos e suínos, com estratégia de gestão de custos ligada ao desempenho dos grãos no ciclo atual. Não houve projeção de alterações abruptas na operação diante do cenário externo.
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