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Preço do petróleo sobe para US$ 115 após ataques no Oriente Médio

Após ataques iranianos a instalações energéticas, o Brent ultrapassa US$ 115 por barril, sugerindo interrupção prolongada do abastecimento no Oriente Médio

Os contratos futuros do Brent subiam US$ 6,08, ou 5,7%, a US$ 113,46 por barril
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  • O preço do petróleo Brent ultrapassou US$ 115 por barril, atingindo o maior nível em mais de uma semana, após o Irã atacar instalações energéticas na região em retaliação ao ataque de Israel ao campo de gás South Pars.
  • Os contratos futuros do Brent subiram US$ 6,08 (5,7%), para US$ 113,46 por barril, tendo chegado a US$ 115,10 no pico da sessão; o WTI avançou 57 centavos (0,6%), para US$ 96,89, após ter passado perto de US$ 100,02.
  • Analistas apontam potencial de interrupção prolongada no fornecimento devido à escalada no Oriente Médio e à morte da liderança iraniana; as reservas estratégicas dos EUA têm ajudado a manter o Brent em alta.
  • O Federal Reserve manteve as taxas de juros estáveis, monitorando impactos da guerra entre EUA, Israel e Irã sobre a inflação.
  • Outros eventos impactaram o mercado: ataques a Ras Laffan no Catar, interceptação de quatro mísseis na Arábia Saudita, ataque à refinaria SAMREF em Yanbu e dano a uma unidade da Kuwait Petroleum Corporation.

O preço do petróleo subiu expressivamente nesta quinta-feira, 19, com o Brent acima de US$ 115 por barril pela primeira vez em mais de uma semana. O movimento aconteceu após ataques iranianos a instalações energéticas na região, em resposta ao ataque israelense ao campo de gás de South Pars.

O Brent subiu 6,08 dólares, para US$ 113,46 por barril, após atingir máximas de sessão de US$ 115,10. O Brent chegou a registrar alta de quase US$ 8 durante o dia. O petróleo WTI, dos EUA, avançou para US$ 96,89, ganho de 0,6%.

O WTI, porém, negocia com desconto histórico frente ao Brent, impulsionado pela liberação de reservas estratégicas dos EUA e por custos de frete elevados. Ataques às infraestruturas no Oriente Médio reforçaram o apoio aos preços do Brent.

Analistas destacam risco de interrupção prolongada no fornecimento de petróleo devido à escalada regional e à morte da liderança iraniana, segundo a Phillip Nova. A agência destaca incertezas sobre como os demais atores regionais vão reagir.

Na esfera doméstica, o Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas, sinalizando cautela diante da inflação e do reflexo da guerra no Oriente Médio sobre a economia. A decisão ocorreu na última quarta-feira.

Atribuições de danos foram divulgadas pelo setor energético de vários países. A QatarEnergy informou que mísseis iranianos atingiram Ras Laffan, setor-chave de processamento de GNL no Catar. O incidente foi apontado como causando danos extensos.

A Arábia Saudita informou ter interceptado quatro mísseis balísticos que se dirigiam a Riad, além de uma tentativa de ataque com drones a uma instalação de gás. A Saudi Aramco também confirmou ataque à refinaria SAMREF, em Yanbu.

A Kuwait Petroleum Corporation informou que uma unidade em Mina al-Ahmadi sofreu queda de drone, gerando incêndio limitado na planta. Autoridades acionaram planos de resposta para conter os impactos locais.

Antes dos ataques, o Irã havia emitido avisos de retirada para áreas de petróleo na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar, sinalizando retaliação aos próprios ataques contra South Pars e Asaluyeh. South Pars é o principal campo de gás do Irã, compartilhado com o Catar.

O governo dos EUA sinalizou, em relatos da imprensa, a possibilidade de envio de milhares de tropas para reforçar operações na região, em meio às próximas etapas da campanha contra o Irã. O Catar negou envolvimento direto.

O conjunto de eventos mantém o Brent em patamar elevado e alimenta a cautela de mercados globais sobre o abastecimento de petróleo, com volatilidade persistente até novas informações sobre desdobramentos no Oriente Médio.

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