- O faturamento total do agronegócio brasileiro deve chegar a R$ 1,39 trilhão em 2026, queda de 4,8% frente a 2025, segundo a CNA.
- Na agricultura, o VBP deve ser de R$ 903,5 bilhões em 2026, retração de 5,9% frente a 2025; a soja deve recuar 0,5% mesmo com aumento na colheita.
- O milho deve cair 6,9% devido à produção menor (-2,05%) e aos preços (-4,9%); a cana-de açúcar cai 5,6% com preços (-5,2%) após leve alta de produção (+0,39%).
- O café arábica deve subir o VBP em 10,4%, com produção 23,29% maior, mesmo com queda média de 10,5% nos preços.
- Na pecuária, o VBP para 2026 é de R$ 485,3 bilhões, -2,6% em relação a 2025; carne registra alta de 7,6%, enquanto leite (-19,1%), ovos (-13,3%), carne suína (-10,2%) e carne de frango (-5,8%).
O VBP (valor bruto de produção) do agronegócio brasileiro deve somar 1,39 trilhão de reais em 2026, segundo a CNA. O recuo previsto é de 4,8% em relação a 2025, resultado da combinação de preços reais menores e variações na produção. O dado contempla lavouras, pecuária e demais atividades do setor dentro da porteira.
Na agricultura, a CNA aponta queda de 5,9% no faturamento em 2026, para 903,5 bilhões de reais. A soja deve registrer uma queda de 0,5% mesmo com aumento de colheita, sendo o principal influenciador negativo do VBP. Milho despenca 6,9% e a cana-de-açúcar recua 5,6%, ambos impactados pela redução de preços e, no caso do milho, pela menor produção.
Entre os destaques, o café arábica deve apresentar alta de 10,4% no VBP, puxada pelo crescimento de 23,29% na produção, ainda que os preços tenham recuado cerca de 10,5%. Na pecuária, o VBP projetado é de 485,3 bilhões, queda de 2,6% frente a 2025, com a carne mostrando crescimento de 7,6% enquanto os demais itens recuam.
Panorama por setor
- Pecuária: a carne deve responder pela única alta entre os principais produtos, sustentando o desempenho global do segmento.
- Leite, ovos, carne suína e carne de frango devem registrar retrações, com quedas que variam de 5,8% a 19,1% nos preços reais recebidos.
- O recorte de produção para leite e ovos também contribui para o cenário de menor faturamento no agregado do setor.
Sob supervisão de Fernanda Pressinott
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