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Especialista alerta que fim da 6×1 pode reduzir produtividade

Especialista alerta que fim da escala 6x1 não assegura aumento de produtividade; informalidade elevada e rotatividade no trabalho limitam ganhos

Sergio Firpo, professor de economia e coordenador do Observatório da Qualidade do Gasto Público do Insper
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  • O CNN Talks 2026 realizou seu segundo painel em São Paulo, nesta sexta-feira, dia 20, com o tema sustentabilidade econômica e modernização da jornada.
  • O convidado foi Sergio Firpo, professor de economia do Insper, que analisou a proposta de mudanças na escala 6×1.
  • Firpo afirmou que, com a informalidade chegando a 38,1% em 2025, a produtividade não seria facilmente resolvida apenas com a mudança na escala de trabalho.
  • Ele reforçou que a maioria de quem trabalha sem carteira não migraria para a formalidade com a adoção da medida, devido ao alto custo do trabalho, especialmente em empresas de menor porte.
  • A produtividade estaria mais ligada à rotatividade no mercado de trabalho: cerca de 50% dos vínculos não duram mais de dois anos, com custos de treinamento baixos e FGTS que beneficia o trabalhador após demissão, o que reduziria incentivos para permanência na empresa; por isso, o fim da escala 6×1 não garante ganho de produtividade, segundo Firpo.

O CNN Talks realizou sua segunda edição de 2026 nesta sexta-feira, em São Paulo. O painel abordou Sustentabilidade Econômica e Modernização da Jornada, com a participação de convidados especialistas. O tema central foi a proposta de mudanças na escala 6×1 de trabalho.

Sergio Firpo, professor de economia e coordenador do Observatório da Qualidade do Gasto Público do Insper, analisou a possível alteração na escala de jornada. O especialista ressaltou que o debate precisa amadurecer, especialmente em relação aos custos envolvidos.

O pesquisador aponta que a alta informalidade complica qualquer solução de produtividade por meio de mudanças na escala. Em 2025, a informalidade alcançou 38,1%, segundo dados discutidos no evento. O custo do trabalho é apontado como entrave relevante no Brasil.

Firpo também argumenta que não há relação direta entre fim da escala 6×1 e aumento da produtividade. Grande parte dos trabalhadores informais tende a não migrar para a formalidade com a adoção da medida, o que dificulta ganhos de produtividade.

A rotatividade do mercado de trabalho é destacada como fator crítico. Cerca de 50% dos vínculos não duram mais de dois anos, segundo o debate. Treinamento tem custo baixo e o FGTS beneficia o trabalhador após demissão, o que, conforme o painel, reduz incentivos para permanência na empresa.

Perspectivas sobre produtividade e custos

Com alta rotatividade, a produtividade encontra entraves para crescer. A ideia de que o fim da escala 6×1 impulsionaria a produtividade foi apresentada como uma hipótese improvável pelos especialistas presentes no CNN Talks. O tema continua em análise entre autoridades e especialistas de economia. O evento foi realizado com o objetivo de discutir caminhos para uma jornada de trabalho mais sustentável e eficiente.

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