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Farmacêuticas veem com otimismo novas regras para a cannabis

Regulamentação atualizada amplia acesso e acelera crescimento do mercado, com queda de preços e venda de cannabis em farmácias via receita digital

A cannabis, especialmente na esfera farmacêutica, caminha para um comportamento próximo ao de genéricos, com compressão de margem e disputa por distribuição, diz a articulista
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  • A venda de cannabis em farmácias atingiu cerca de R$ 300 milhões em 2025, com expectativa de dobrar nos próximos três anos.
  • As novas regras, previstas para entrar em vigor em maio de 2026, substituem a RDC 327 pela RDC 1015, sendo recebidas positivamente pela indústria.
  • A partir de agora, itens com até 0,2% de THC podem ser comprados com receita de controle especial (C1) digital, facilitando a prescrição.
  • A desburocratização amplia formas de administração, incluindo aplicações tópicas e sublinguais, além de reduzir o peso da tarja preta na percepção sobre o produto.
  • A tendência é de reorganização do setor, com maior concentração de mercado entre poucos players que tenham cadeia de fornecimento, acesso médico e capilaridade no varejo.

A indústria da cannabis no Brasil está otimista com a atualização regulatória que entra em maio, substituindo a RDC 327 pela RDC 1015. A mudança impacta a venda de cannabis nas farmácias e a forma de prescrição.

Segundo a indústria, os ajustes devem reduzir barreiras de acesso, ampliar a circulação de produtos e acelerar a consolidação do setor. O avanço ocorre mesmo com mudanças graduais no marco regulatório.

A nova normativa facilita a compra de itens com até 0,2% de THC por meio de receita de controle especial (C1), que pode ser assinada digitalmente pelo médico. Isso pode reduzir a necessidade de deslocamentos.

Dados de mercado apontam que as vendas de cannabis em farmácias atingiram cerca de 300 milhões de reais em 2025. A expectativa é de crescimento de até o dobro nos próximos 3 anos, com queda de preços pela maior competição.

A evolução regulatória também amplia as vias de administração, incluindo aplicações tópicas e sublinguais, o que favorece diferentes perfis de tratamento e adesão de pacientes.

A organização da cadeia tende a ficar mais estruturada, exigindo padrões regulatórios mais rígidos. Empresas com capacidade de complying e desenvolvimento clínico devem liderar o mercado.

Analistas destacam que a economia de escala, acesso ao médico e capilaridade no varejo passam a determinar o protagonismo dos players. O valor da cannabis passa a depender dessas três frentes.

O cenário aponta para uma transição da cannabis medicinal de um tratamento considerado excepcional para uma opção terapêutica integrada ao varejo farmacêutico.

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